26 de abril de 2010

Mad Max III (1985) - Para Além da Cúpula do Trovão

Finalizando a trilogia Mad Max, vi ou melhor revi o filme que terminou com a famosa obra pós apocaliptica do realizador australiano George Miller que mais uma vez contou com Mel Gibson e teve também como protagonista a "hot legs" da Tina Turner. O filme teve o nome original de Mad Max Beyond Thunderdome. Aqui deixo a minha critica aos dois primeiros filmes:
Mad Max I - As Motos da Morte (1979)
Mad Max II - O Guerreiro da Estrada (1981)


A historia segue o com o argumento da segunda parte, após a destruição da civilização surge uma cidade do meio do deserto com regras primitivas e violentas e está governada por TinaTurner, uma mulher que deseja consolidar o seu poder na cidade a qualquer preço. Quando chega Max ela decide utiliza-lo para tentar matar um inimigo, contudo Max recusa-se a matar e como castigo é abandonado no deserto para uma morte quase segura, contudo é salvado por um grupo de jovens que o consideram o Messias.

Na minha opinião este é o mais fraco dos três filmes, não traz nada de muito novo à trilogia e ao colocar as crianças parece mais um filme de Peter Pan do que um filme pós apocalíptico, dá até a ideia que o realizador queria chegar a faixas etárias mais baixas para que o filme tivesse uma boa bilheteira. Neste filme há claramente menos acção, e as corridas de automóveis não existem, grande parte da acção centra-se entre a luta de Max na jaula e numa corrida em comboio.

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Dou-lhe um 6/10, tem alguns pontos positivos como o surgimento da esperança na reconstrução da civilização, a cidade criada no deserto também está bem desenhada e as personagens parecem mesmo vindas de um mundo sem ordem nem lei. Contudo fica muito abaixo dos dois primeiros filmes.

22 de abril de 2010

Ajami - Filme Israelita de 2009

Estava com vontade de ver Ajami (2009) filme realizado por Scandar Copti (um palestino que nasceu em Ajami) e Yaron Shani (um judeu israelita) que conta com actores não profissionais no elenco. O filme é falado tanto em árabe como em hebreu e foi nomeado para melhor filme estrangeiro por parte dos oscars.

O filme explora varias historias, onde aborda os diferentes confrontos que existem em Ajami, um bairro árabe que está dentro de Israel. O filme mostra a realidade das diferentes etnias que existem no bairro, desde um jovem árabe que deve dinheiro a um grupo de mafiosos, outro jovem árabe que esta em Israel e encontra-se em situação ilegal, um árabe que está prestes a casar com uma israelita, um policia israelita que vê o seu irmão a ser assassinado por árabes. Todas as historias se misturam ao final.

Embora o formato do filme não seja novo, o de ter varias historias e todas elas se cruzarem, o filme da-nos a conhecer uma realidade falada todos os dias pela televisão mas que nunca chegamos a conhecer a fundo o que se passa nessa região tão conturbada. O filme consegue transmitir uma imagem da região bastante imparcial, que por vezes até nos faz lembrar um documentario sobre a vida de um bairro Palestina em Israel.

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Dou-lhe um 7/10 achei bastante interessante o filme e acho que vale a pena ver, contudo não é nada de novo do cinema, faz lembrar um pouco a Gomorra (2008) ou a Cidade de Deus (2002). Aqui deixo o trailer.

19 de abril de 2010

Smoke (1995) - Deixar de Fumar

Depois de fumar durante 13 anos já andava com vontade de deixar de fumar, decidi que o nascimento do meu filho seria uma boa data para deixar o vicio. E para comemorar o meu primeiro mês como não fumador, decidi trazer Smoke (1995) realizado por Wayne Wang e com Harvey Keitel.

A historia do filme é sobre Auggie (Harvey Keitel) que tem uma pequena tabacaria no centro de Brooklyn. O filme da-nos a conhecer a vida de Auggie, assim como de vários clientes que frequentam a loja dele. Um dos clientes é Paul Benjamin (William Hurt) que tenta recuperar da morte da sua mulher, que foi vitima de uma bala perdida após um assalto, outro é um jovem negro que tenta encontrar o seu pai que o abandonou quando era uma criança. Além da historia de outras personagens, há também Auggie que guarda no seu passado alguns segredos que não esta orgulhoso. Tudo isto se passa em volta da tabacaria.

Na verdade tenho pena de deixar de fumar, tenho pena que faça mal à saúde, porque para mim era um anti-estressante, fazer aquela pausa de 5 minutos para sair da rotina e viajar nos meus pensamentos. Em certos momentos o cigarro fazia todo o sentido, como beber um forte café, ver o por-do-sol, beber uma cerveja e discutir com outro amigo fumador, depois de fazer amor e tudo isto acompanhado por um cigarro. Tem sido para mim fácil deixar de fumar, sobretudo porque tinha muita vontade de deixar o vicio, queria que o meu filho nascesse em um ambiente sem fumo, e além disso eu cada vez sentia menos resistência e mais cansaço quando subia umas escadas ou fazia desporto.

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Ao filme dou-lhe um 7/10, há pormenores deliciosos como o de Auggie tirar sempre uma foto à mesma rua às 8H00 durante anos, mas sobretudo o facto de um filme falar abertamente do prazer que é fumar, das relações e rotinas que se criam entre fumadores, tudo isto num mundo em que cada vez mais se proibe fumar e as comidas saudáveis e lights estão em todo o lado. Deixo aqui um momento do filme Blue in the Face (1995) que foi a continuação de Smoke (1995) em que Jim Jarmusch deixa de fumar e decide fumar o seu ultimo cigarro da tabacaria de Auggie (Harvey Keitel).

16 de abril de 2010

In the Loop (2009) - Comédia Britânica

Meus amigos, tem sido difícil conseguir tempo para ver cinema e escrever aqui, a verdade é que tenho tido pouco tempo para tudo o que quero fazer, para além do nascimento do meu filho tenho andado a mudar de casa, e fazendo algumas obras na casa nova, e tudo isso leva a que não possa fazer o que tanto gosto, ver cinema. Contudo recentemente consegui ver está comédia britânica de 2009 realizada por Armando Iannucci, In the Loop.

A historia acompanha um ministro britânico Simon Foster que numa entrevista a uma radio diz acidentalmente que uma guerra no Médio Oriente poderá ser iminente. Está afirmação é aproveitada pelo 1º ministro britânico e o presidente dos Estados Unidos para prepararem os jornalistas para a guerra. No entanto as constantes afirmações patéticas de Foster são usados pelos dois lados do atlântico para tentarem demonstrar os argumentos a favor e contra a guerra, nisto há também jogos de poder entre as administrações, fuga de informação, reuniões secretas, etc.

Para mim foi uma das melhores comédias que vi ultimamente, uma excelente sátira à politica actual, o filme mostra de uma forma exagerada e com um excelente argumento as manobras politicas que estão detrás de uma decisão já tomada. Há pormenores deliciosos, como a do idiota do ministro britânico que constantemente "mete agua", ou os jovens assessores que tentam por todos os meios satisfazer os desejos dos seus superiores na esperança de subir de posto. Uma das personagem mais engraçadas é a de James Gandolfini que faz o papel do típico general que longe dos palcos de guerra tenta convencer aos restantes que é ainda um mero soldado.

Melhores Filmes de Comédia

Dou-lhe um 7/10, embora o filme já seja comparado por alguns com Dr. Strangelove de Kubrick acho que é exagero, o filme é bom e tem um excelente argumento (que lhe valeu a nomeação para o oscar de melhor argumento adaptado) mas não é para tanto. Contudo é um filme que merece ser visto, uma das melhores sátiras politicas dos últimos anos.

13 de abril de 2010

Filmes de Culto - Crepúsculo dos Deuses (1950)

Em 1950 sai para as salas de cinema Sunset Boulevard, ou em português Crespúsculo dos Deuses e para comemorar o seu 60º aniversário hoje irei falar um pouco sobre este filme de culto no cinema, realizado por Billy Wilder (O Pecado Vive ao Lado de 1955), contou com Gloria Swanson e William Holden nos principais papeis. O titulo original do filme provem da famosa avenida em Los Angels, que está directamente relacionada com o cinema, já que o primeiro estúdio cinematografico da cidade abriu em Sunset Bouvelar em 1911, e com os grandes salários que as estrelas do cinema mudo ganhavam a partir de 1920 a avenida começou a ter enormes mansões que pertenciam as estrelas do cinema.

A historia passa-se em 1950 e segue os passos de um jovem guionista Joe Gilis (Holden) que faz também de narrador. Joe anda ultimamente com pouca sorte, não consegue vender os seus trabalhos e deve dinheiro a muita gente. Joe conhece a Norma (Gloria Swanson) e o seu mordomo quando tem um problema com o seu carro e deixa-o na garagem na mansão. Norma foi uma estrela do cinema mudo nos anos 20, mas quando o cinema começou a ter som Norma deixou de ter trabalho e agora quer voltar ao grande ecrã. Quando Joe lhe diz que é escritor, Norma decide contratar-lo para que ele escreva um argumento para um filme onde ela seja a estrela. Joe deixa o seu pequeno apartamento e vai morar na mansão com ela e aí alem de tentar escrever uma historia começa a envolver-se amorosamente com Norma.

Quando saiu em 1950 o filme foi uma autentica novidade no cinema, com um formato novo utilizando flashbacks e um narrador que se encontra morto. O filme é um excelente retrato de Hollywood não só das decadentes estrelas do cinema mudo que ficaram esquecidas com a passagem ao cinema sonoro, como também as dificuldades de guionistas ao verem os seus trabalhos rechaçados pelos estúdios ou alterados por estes para formatos mais comerciais. Um dos pontos engraçados é que a actriz que faz de Norma foi realmente uma enorme estrela nos anos 20 e não se conseguiu adaptar ao cinema sonoro e esteve mais de 15 anos sem aparecer em um filme, até reaparecer com Sunset Bouvelar.


Dou-lhe um 9/10 e para mim é o melhor filme de Billy Wilder, sem duvida uma obra prima do cinema. Um dos filmes mais importantes do chamado cinema negro. Quando estreou no cinema recebeu grandes elogios por parte da critica e foi nomeado para 11 oscars, embora tenha só recebido 3. Hoje em dia o filme é considerado como dos melhores filmes do século XX, e uma das imagens mais brilhantes do filme é quando Norma Desmond desce as escadas pensado que se encontra novamente no filme mudo. É obrigatória para qualquer cinéfilo que se preze.


10 de abril de 2010

Senhor Ibrahim (2003) - Relação Entre Pai e Filho

Trago hoje Monsieur Ibrahim et les fleurs du Coran (2003), um filme recomendado pelo meu amigo Unai, por uma ocasião especial, fui pai está semana no meu primeiro filho Iker, nasceu bem e a minha mulher também já está quase totalmente recuperada. Assim, hoje além de falar um pouco de este filme francês realizado por François Dupeyron e com Omar Sharif no principal, também queria falar da relação que existe entre pai e filho.

A historia do filme é a seguinte; um adolescente (Momo) de 16 anos é criado unicamente com o seu pai, com o qual tem continuas discussões e este está sempre a compara-lo com o seu irmão mais velho que Momo nunca chegou a conhecer e que segundo o seu pai foi viver com a sua mãe quando eles se separaram. Mono vive numa rua onde existem várias prostitutas, ele tenta poupar dinheiro para poder ter relações com elas e ao final elas lhe ganham carinho e ficam amigos, também na mesma rua há uma loja em que o dono é um velho muçulmano (Ibrahim) que aos poucos torna-se no melhor amigo de Mono e mais tarde no seu pai adoptivo.

O filme mostra os bons princípios e valores que Ibrahim tenta transmitir a Mono, mas sobretudo mostra que Ibrahim não sendo o seu verdadeiro pai, desempenha esse papel com bastante mais amor e carinho. Agora que me encontro perante o desafio de ser pai, espero conseguir transmitir também valores que para mim são importantes, para que o meu filho tenhas as bases para ser um bom cidadão. As vezes entra um pouco de medo criar alguém num mundo com tanta maldade, ganancia e injustiça, mas logo a seguir penso em todas as mil emoções que a vida pode dar e acredito que vale mesmo a pena viver, ou como diz Emir Kusturica "A vida é um milagre".

Ao filme dou-lhe um 7/10, o filme recebeu vários prémios sobretudo Omar Sharif pela sua interpretação. Aconselho a todos os pais a ver este filme, eu seguramente um dia quero ver-lo com o meu filho, como outros tantos filmes para que os dois possamos compartir a arte do cinema, quero ensinar-lhe o pouco que sei e aprender e evoluir com ele. Uma das coisas que mais me lembro nestes primeiros tempos de pai, foi aquilo que passaram os meus pais comigo e com a minha irmã e só espero que possa fazer o trabalho tão bem como eles.

7 de abril de 2010

Recursos Humanos Filme Francês de 1999

Há já alguns meses vi Ressources humaines (1999) um filme francês realizado por Laurent Cantet, que fez ultimamente o premiado filme Entre os Muros da Escola (2008). Na altura não falei do filme, embora tenha gostado não lhe dei o valor suficiente para fazer um artigo dele no blog. A verdade em que uns meses depois em varias ocasiões lembrei-me do filme e hoje decide falar sobre ele. No filme trabalharam vários actores não profissionais e sem duvida faz recordar os tempos do cinema italiano do neorrealismo.

A historia é sobre Franck um jovem recem licenciado, filho de obreiros que volta à sua terra natal, uma pequena vila costeira para realizar o seu trabalho de final de curso no departamento de recursos humanos da fabrica onde trabalha o seu pai e a sua irmã. Ao principio tudo corre bem, consegue intregar-se bem com os executivos e com a classe obreira, mas aos pouco começa a notar que os sindicatos estão de costas voltadas com a administração, sobretudo pela proposta da direcção em reduzir a jornada semanal em 35 horas. Franck tenta arranjar uma solução intermédia e consegue convencer a direcção e trabalhadores, mas essa solução é utilizada pela empresa para poder despedir alguns trabalhadores. Franck encontra-se numa situação entre seguir ao lado da direcção e poder continuar com o seu trabalho ou ficar ao lado dos trabalhadores e perder o seu posto de trabalho.

O filme tem pormenores fantásticos, um deles é a relação que existe entre o pai e o filho, por um lado o pai um obreiro que trabalhou toda a sua vida na empresa está bastante orgulhoso que o seu filho com estudos possa fazer parte da direcção, por outro lado o filho que ao voltar a a casa dos pais se sente inadaptado mas cheio de vontade de mostrar trabalho, vê no seu pai um homem sem grande ambição e com pouca formação. Além disso mostra como as empresas se vêm obcecadas para reduzir os gastos e seguirem competitivas e por outro lado os trabalhadores que vêm os seus direitos a serem reduzidos, os seus postos de trabalho em risco e um futuro incerto.

Melhores Filmes de Drama

Dou-lhe um 8/10, um filme duro, mas que retrata com realismo os tempos actuais, onde as empresas encontram na desculpa "da crise" para poderem pressionarem trabalhadores e sindicatos para reduzir direitos ou congelar salários e sobretudo criar um ambiente de medo entre os trabalhadores. O filme venceu vários prémios nos festivais internacionais e merece ser visto, um profundo retrato da sociedade trabalhadora da nossa era.

4 de abril de 2010

A Sombra do Caçador (1955) de Charles Laughton

The Night of the Hunter (1955) ou é português A Sombra do Caçador, era dos filmes ouvia falar pela influencia que teve em realizador comteporaneos, tais como David Lynch, Martin Scorsese, Jim Jarmusch, entre outros. O filme foi realizador por Charles Laughton que curiosamente foi o ultimo filme em que foi realizador, pois o filme na altura foi um desastre total em termos de bilheteira e criticas. A Sombra do Caçador contou com Robert Mitchum no principal papel.

A historia passa-se em 1930 no estado americano de Virgínia Ocidental, onde um pai de família (Ben Harper) decide roubar um banco, mas o assalto corre mal e ele acaba por matar um homem, nisto é perseguido pela policia mas ainda tem tempo de esconder o dinheiro que roubou e contar ao seu filho de cerca de 12 anos onde o escondeu. Quando chega à prisão comparte cela com o Reverendo Harry Powell (Robert Mitchum) um assassino em serie que tem tatuado nos dedos de cada mão as palavras "Hate" e "Love", este tenta que Ben lhe diga onde escondeu o dinheiro antes de ser condenado à morte, mas Ben guarda segredo e o reverendo após sair da prisão decide ir até à casa de Ben para conseguir saber onde está o dinheiro.

Após a sua má recepção inicial o filme ao longo dos anos ganhou o estatuto de filme de culto, e presentemente encontra em várias listas de melhores filmes de todos os tempos ou filmes mais influentes, sobretudo pela excelente interpretação de Robert Mitchum mas também por todo o ambiente que o realizador conseguiu criar. Laughton utiliza o preto e branco de modo a criar estranhas sombras e perspectivas distorcidas para que o espectador entre no mundo de sombras, onde se seja os pesadelos e medos das crianças e a personagem sinistra do reverendo.

Melhores Filmes de Drama

Dou-lhe um 5/10, ou seja, eu não achei o filme nada de especial, alias achei-o bastante infantil e até previsível, não digo que tecnicamente não esteja perfeito, os ângulos, todas as sombras utiliza e até a interpretação de Robert Mitchum, mas o argumento achei fraco sem grande emoção e demasiado prevesível, demasiado politicamente correcto. Na minha opinião está ultra valorizado.

1 de abril de 2010

Lake Mungo (2008) E os Falsos Documentarios

Vi recentemente Lake Mungo (2008) e Fourth Kind (2009), dois filmes do género thriller/terror que são dois exemplos de como fazer falsos documentarios com pouco dinheiro, imitando estilos já conhecidos que deram bons lucros aos estúdios. Lake Mungo (2008) é um filme australiano realizado por Joel Anderson que utilizando vários tipos de camaras (desde profissionais aos típicos vídeos caseiros), e onde não há actores conhecidos.

A historia do filme não é muito diferente de outros filmes similares, uma rapariga de 16 anos, Alice Palmer, afoga-se num lago, nessa mesma noite após os serviços de resgate terem recuperado o seu corpo, o seu pai reconhece o corpo e nota se está desfigurado. Passado alguns dias a familia começa a sentir uma serie de experiências invulgares ao redor da sua casa, o mais estranho é que ao tirarem fotos em algumas saem Alice, o casal começa a assustar-se e a acreditar que talvez que Alice esteja viva, assim pedem ajuda a psiquiatras. Aos poucos seguindo varias pistas descobrem que Alice tinha uma vida dupla.

Sem duvidas que os falsos documentarios chegaram para ficar, uma forma de criar medo e suspense ao espectador que até agora tem dando bons resultados. Não precisamos de recuar muito para ver o exemplo de Actividade Paranormal (2008) que com um baixo orçamento teve um enorme êxito de bilheteiras. Contudo temos de recuar ate 1998 em The Last Brodcast onde se utilizou pela primeira vez este tipo de formato, seguido pelo conhecido Projecto Blair Witch de 1999. Mas Lake Mungo está muito atrás da originalidade de Blair Witch e da intensidade de Rec (2007).

Melhores Filmes de Terror

Dou-lhe um 6/10, não está mal, gostei sobretudo do desenrolar do argumento que ao principio parece mais uma historia banal mas dá voltas e torna-se curioso ver como é difícil prever o desenrolar do filme. Para quem é fã deste género vale a pena ver o filme, para que não acha grande piada a este estilo de cinema não perde grande coisa.

29 de março de 2010

Mad Max II - O Guerreiro da Estrada (1981)

Após o enorme êxito de Mad Max I (1979), o realizador George Miller decide fazer uma sequela do filme, Mad Max II - O Guerreiro da Estrada (1981), mas desta vez já contou com um orçamento bem superior dos 400 mil dólares do primeiro, agora tinha 4 milhões. Contudo o elenco continua a ser de actores desconhecidos, a não ser Mel Gibson que começa dar os seus primeiros passos no estrelato.

A historia continua a passar-se no deserto australiano, mas desta vez este encontra-se completamente devastado e desolado, a sociedade está em completo caos. A historia é nos contada por um narrador que recorda os seus tempos de infancia, em que a busca por comida e petróleo era a ambição de todos. Nisto aparece Max Rockatansky (Mad Max) que tal como o resto da sociedade tenta sobreviver numa sociedade quase sem esperança. Mad Max encontra uma pequena povoação no meio do deserto onde se produz petróleo, mas está cercado por ladrões e assassinos que tentam entrar na povoação para ficarem com o petróleo, Max aceita fazer alguns trabalhos para o chefe da povoação em troca de petróleo e comida.

É possivelmente o mais conhecido filme pós apocaliptico do mundo. Consegue ser superior ao primeiro, é um autentico filme de acção que agarra o espectador deste o primeiro minuto. Se no primeiro filme ainda havia restos da nossa civilização, nesta segunda parte isso já não existe, estamos perante uma sociedade sem normas nem lei e todo o ambiente criado pelo realizador está perfeito e assustador. A saga de Mad Max teve uma grande influencia nos chamados filmes pós apocalipticos, sobretudo está segunda parte que nós põe perante um mundo totalmente imaginável nos nossos tempos.

Melhores Filmes de Ficção Cientifica

Dou-lhe um 8/10 e é para mim o melhor filme pós apocaliptico de todos os tempos, para quem gosta de este género de filme, aconselho a ver The Road - A Estrada (2009) ou/e Carriers - A Pandemia (2009) e claro o primeiro filme desta trilogia, Mad Max I - As Motos da Morte. Para finalizar queria ressaltar que todas as perseguições feitas no filme foram realizadas sem ajuda de computadores e demoraram vários dias, mas o resultado final é compensatório.