24 de julho de 2010

Vou de Ferias

Pessoal aqui o vosso amigo vai de ferias e vou estar uns dias longe da internet. Após mais de um ano a escrever com regularidade neste espaço, vou deixar de bloggar durante uns dias. E sinceramente quero estar longe dos computadores, sem me preocupar com mails, novas mensagens, comentarios, feeds e tudo o que estiver relacionado com a world wide web.

O que vou querer nestas ferias é aproveitar o tempo para estar com a família, rever amigos, beber uns copos, apanhar sol, mandar uns mergulhos, passear, ler um livro e sobretudo passar uns dias na boa sem pressas como o nosso amigo Dude Lebowski

E claro também haverá tempo(espero eu) para ver uns filmes, e em princípios de Agosto voltar com mais dicas, opiniões e informação sobre a 7ª Arte, haverá também algumas novidades no blog, irei colocar um novo design mais leve e "mais fixe".

Até breve e como dizia o Lauro Dérmio "Always watch good moves".

23 de julho de 2010

Ondine (2010)

A única razão que me fez ver este filme foi o facto de ser realizado por Neil Jordan ele que fez filmes como The Crying Game (1992), Entrevista com o Vampiro (1996), Breakfast on Pluto (2005) entre outras. Além disso o filme conta com Colin Farrell.

A historia passa-se numa aldeia pesqueira em Irlanda, onde um pescador chamado Syracuse (Colin Farrell) um dia pesca nas suas redes uma misteriosa mulher. Ela diz que se chama Ondine e pede para que ele guarde segredo sobre o sucedido, ela tenta evitar o contacto com outras pessoas o todo custo a não ser com a filha do pescador. Aos poucos o pescador e a sua filha começam a pensar que esta mulher é uma sereia e Syracuse apaixona-se por ela.

É difícil encontrar alguma coisa positiva neste filme, em geral é bastante mau, sobretudo o argumento que é muito fraco, é um avolumar de historias ridículas, a mulher misteriosa que parece uma sereia, a filha pequena com problemas físicos, o pescador ex-alcoólico que tem bons princípios e busca amor. Meu Deus tudo tão óbvio, que quantas vezes já vimos estas personagens e este argumento no cinema.

Melhores Filmes Românticos

Dou-lhe um 4/10, não há muito mais a dizer sobre este filme, aconselho vivamente a perder este filme, não é que o filme seja intragável mas tem pouca qualidade, a pergunta é como Neil Jordan realizou este filme, dele espera-se sempre mais, este filme não é para ti ó Neil.

20 de julho de 2010

Cheri (2009) - Filme com Michelle Pfeiffer

É sempre um prazer ver um filme com Michelle Pfeiffer, que mesmo com 52 anos continua muito atractiva. Em Cheri (2009) trabalha às ordens do realizador Stephen Frears que fez filmes como The Queen (2006) , Alta Fidelidade(2000) e Ligações Perigosas (1988). Com este curriculum tinha boas expectativas para ver este filme.

A historia passa-se no inicio do seculo XX, em França na famosa "Belle Époque", onde uma mulher rica (M. Pfeiffer) que obteve a sua fortuna através de seduzir e envolver-se com homens com dinheiro, ou seja era um puta fina. Já com 50 anos vive com comodidade da fortuna que conseguiu juntar ao longo da vida, e então conhece a Chéri um jovem de 19 anos de classe alta e os dois apaixonam-se e vivem durante 6 anos. Contudo a mãe de Chéri arranja um casamento com uma jovem o que irá ter consequencias para todos.

Embora o filme tenha pormenores engraçados como o retrato da época francesa em questão, em geral o filme é mau. Em primeiro o idioma escolhido pelo realizador foi o inglês quando estamos em França. As cenas de amor são muito podres, o argumento é bastante fraco e a interpretação de Rupert Friend (Chéri) é ridicula. Uma historia de amor muito fraca e banal.

Melhores Filmes Românticos

Dou-lhe um 5/10, foi uma desilusão para mim, o filme é muito fraquinho e vindo de um realizador com tanto prestigio esperava mais, e mesmo com a boa interpretação de Michelle Pfeiffer o filme é medíocre, aconselho a não ver-lo.

17 de julho de 2010

Mammoth (2009) de Lukas Moodysson

Um dos realizadores que me têm chamado a atenção ultimamente é Lukas Moodysson, um realizador sueco de 40 anos que em 1998 consegue dar nas vistas com Show Me Love (Fucking Åmål), em 2000 Together (Tillsammans) com boas criticas até que dá o salto a Hollywood e em 2009 faz Mammoth, um filme com orçamento já considerável mas que Lukas continua a falar sobre a família, a sua temática preferida.
A historia de Mammoth é a seguinte; um casal (Leo e Ellen) de classe media alta que vive em Nova Iorque, está totalmente imerso no seu trabalho e têm contratado uma babysitter filipina para que cuide da sua pequena filha. Nisto Leo que é dono de uma web de jogos tem de ir à Tailândia para assinar um contrato, mas as negociações complicam-se e ele tem de esperar que as negociações chegam a bom porto, enquanto espera envolve-se com uma prostituta local. Ellen por outro lado trabalha nas emergências de um hospital e vê pouco a sua filha e quando a vê sente a relação é cada vez mais distante. Nisto há também gloria a babysitter que tenta poupar dinheiro para enviar aos seus filhos nas filipinas.

O filme está cheiro de pormenores deliciosos, mostra bem as diferenças que existem entre o ocidente e o oriente e a globalização. Como por exemplo a falta de tempo que o casal ocidental tem para cuidar da filha e a falta de dinheiro que tem a filipina, que a obriga a deixar o seu país e deixar os seus pequenos filhos para cuidar de outros. A temática da prostituição turística e pedofilia é abordada também, de como os ocidentais se aproveitam na pobreza que existe no oriente. Contudo também tem alguns clichés; a mulher trabalhadora que grande sucesso no trabalho mas não em casa, o marido com bons principios mas que é infiel, ou a mulher ausente que "provoca" a morte de um filho.

Dou um 7/10 é um filme bastante engraçado, longe de ser uma obra prima, mas que merece a pena ver e pensar um pouco sobre o que o realizador quer transmitir. Sobretudo que as nossas acções têm sempre consequencias alheias, ou seja mais um filme sobre a globalização, mas atenção um filme com um argumento de qualidade.

14 de julho de 2010

O Apedrejamento de Soraya M. (2008)

Este é daqueles filmes que só o titulo já assusta, The Stoning of Soraya M. em original, é necessário estar preparado psicologicamente porque o titulo não engana ninguém o filme é um "dramalhão". Produzido nos Estados Unidos e realizado por Cyrus Nowrasteh um cidadão americano de descendência iraniana. Filme adaptado do livro com o mesmo nome contou com Shohreh Aghdashloo, James Caviezel e Mozhan Marnò nos principais papeis.

O filme é baseado numa historia verídica, um jornalista franco-iraniano tem um problema com o carro numa zona remota do Irão, aproxima-se à primeira aldeia que encontra para arranjar o carro e aí conhece Zahra que lhe conta a historia da sua sobrinha Soraya, que tinha morrido no dia antes por apedrejamento. Zahra deposita todas as suas esperanças no jornalista para comunicar ao mundo a injustiça a que a sua sobrinha foi submetida.

Ainda há pouco tempo falei de um filme iraniano que também fala nas injustiças do Irão, Ninguém Sabe Nada dos Gato Persas (2009), este fala sobre a juventude urbana que existe em Teerão oprimida pelo governo, enquanto The Stoning of Soraya M. aborda o tema da falta de direitos da mulher nesse país mas sobretudo o modo de vida que se vive no Irão, que parece que estamos na época medieval onde o clero e as autoridades locais governam a seu belo prazer a população, impondo medidas absurdas e arcaicas tudo em nome dos bons costumes. Uma das conclusões que se pode tirar dos últimos filmes Iranianos que vi, é que estamos perante uma população iraniana culta que tenta libertar-se da asfixiante e corrupta autoridade governamental.

Melhores Filmes Biográficos

Dou-lhe um 8/10, embora a primeira hora seja um pouco aborrecida, a segunda agarra por completo o espectador, a cena do apedrejamento é bastante violenta mas muito bem conseguida por parte do realizador, excelente fotografia e adaptação daquilo que imagino que seja uma aldeia perdida no interior do Irão. O filme recebeu vários prémios e foi muito bem recebido tanto por critica como pelo publico.

11 de julho de 2010

Filmes de Culto - Touro Enraivecido (1980)

Em 1980 sai para as salas de cinema Raging Bull, e para comemorar o seu 30º aniversário hoje irei falar um pouco sobre este filme de culto no cinema, realizado Martin Scorsese, que contou com os actores Robert De Niro, Joe Pesci e Cathy Moriartyn nos principais papeis. É um filme a preto e branco.

O filme é uma historia verídica, conta a vida pugilista Jake La Motta, que treina arduamente para chegar a ser o n.1 do mundo na categoria de pesos médios. Com a ajuda do seu irmão irá conseguir tornar o seu sonho realidade. Mas a fama e o sucesso só irão piorar a sua vida, o seu casamento vai de mal a pior, devido às suas constantes infidelidades com outras mulheres e aos seus ataques de ciumes, e também é pressionado pela máfia para planear combates. Após terminar a sua carreira, gasta todo o seu dinheiro e terá de recomeçar desde zero.

A interpretação de Robert De Niro no papel de Jake La Motta é considerado por muitos como das melhores actuações feitas no cinema, De Niro treinou durante um ano boxe com o próprio La Motta e engordou 27 quilos para o papel. Recebeu vários prémios incluído o oscar para melhor actor. O filme encontra-se em várias listas de critica especializada como dos melhores filmes de sempre.

Melhores Filmes Biográficos

Dou-lhe um 9/10 e é claramente um dos filmes mais emblemáticos da sétima arte, o filme recebeu vários prémios e foi nomeado a 8 oscars da academia e era claramente o favorito desse ano e aclamado pela critica como o melhor filme de ano, mas não ganhou o oscar para melhor filme porque pouco antes da cerimonia houve uma tentativa para matar o presidente dos Estados Unidos (Ronald Regan) e o homem que o tentou matar disse que se inspirou em Taxi Driver (1976) filme também realizado por Scorsese, por esse motivo Raging Bull não recebeu a estatueta mas ainda assim ficou para a historia como o melhor filme no ano, pois já ninguém se lembra do vencedor Gente Vulgar (1980).


8 de julho de 2010

The Good Heart (2009)

Estamos numa época do ano em que não há grandes estreias no cinema, será porque é verão mas também porque o mundial rouba o protagonismo a qualquer outro espectaculo. Assim dos poucos filmes que vão estreando The Good Heart chamou-me a atenção, realizado pelo islandês Dagur Kári e tem principais actores Brian Cox ( The Bourne Identity, 2002) e Paul Dano (There Will Be Blood, 2007).

A historia anda à volta de duas personagens Jacques (Brian Cox) um velho sempre mal disposto que é dono de uma taberna em Nova Iorque e Lucas (Paul Dano) um jovem sem abrigo que não tem família. Jacques tem um coração já fraco e cansado e esta constantemente a ir parar ao hospital por ataques cardíacos, ai conhece Lucas que tentou suicidar-se e os dois partilham o mesmo quarto e aos poucos criam uma ligação de amizade e Jacques decide ajudar a Lucas a sair das ruas.

Há que dizer desde já que este filme de produção independente não é nada de especial, e a única razão porque trouxe este filme foi pela excelente interpretação de Brian Cox que faz na perfeição de um homem velho, com poucos anos de vida pela frente e que ainda assim não consegue ver simpático com ninguém. Tem um bom argumento, mas a historia não é nova, duas pessoas totalmente diferentes que se conhecem e ajudam mutuamente.

Melhores Filmes de Drama

Dou-lhe um 6/10, o filme é bastante previsível, sobretudo os últimos 40 minutos, além disso a personagem de Paul Dano é enervante tal é a sua calma e ingenuidade. Contudo o filme tem pormenores interessantes e dentro das estreias para esta altura é uma boa alternativa.

5 de julho de 2010

Estão Todos Bem (2009)

Recentemente fiquei agradavelmente surpreendido com Everybody's Fine, filme realizado por Kirk Jones, com Robert De Niro, Drew Barrymore, Sam Rockwell nos principais papeis. É um remake de um filme italiano de 1990 com o titulo original de Stanno Tutti Bene.

A historia é sobre Frank Goode (Robert De Niro) um homem que passou grande parte da sua vida a trabalhar arduamente para conseguir dar um bom nível de vida à sua mulher e 4 filhos. Após a reforma a sua mulher morre e Frank vive agora sozinho, os seus filhos estão espalhados pelos Estados Unidos. Então ele decide organizar um fim de semana em família, contudo os seus filhos todos arranjam desculpas para não ir e Frank decide ir visitar-los. Então descobre que os seus filhos não estão tão felizes como ele esperava nem que foi tão bom pai como imaginava.

Devo confessar que achei este remake melhor que o original, fez-me lembrar um pouco About Schmidt (2002), ou seja o homem reformado que ao deixar o seu trabalho de vários anos, começa a pensar nas opcções que tomou durante a vida e da essência desta. É curioso que o filme foi em geral mal recebido não só pela critica especializada como também pelo publico, dos 21 milhões de dólares de orçamento o filme não passou os 12 milhões.

Melhores Filmes de Drama

Dou-lhe um 8/10, achei o argumento bastante bom, achei-o até habitual nos países da Europa do sul, o pai preocupado em dar uma boa vida aos filhos trabalha arduamente e pressiona-os para que eles tenham sucesso profissional, esquecendo-se de os ouvir. Excelente interpretação de Robert de Niro.

2 de julho de 2010

REC 2 (2009) - Filme de Terror

Tinha este filme para ver há algum tempo mas precisava de um pouco de coragem pois sabia que haveria muito sangue e tripas por todos os lados. Ontem la consegui tempo e coragem para ver a continuação de REC filme de Jaume Balagueró, muito esperado pelos fãs do género.

A historia começa com os últimos minutos da primeira parte, depois aparece a camara de um capacete de um policia de um grupo de operações especiais vão a caminho do edifício de REC I. São 4 policias em total que entram no prédio com intenção de inspecionar e reconhecer o lugar e estarão às ordens de um agente do ministério da saude, que lhes dá pouca informação da situação, mas aos poucos esta torna-se incontrolável e este terá que dizer a verdade aos policias. A intenção deles é encontrar sangue da menina Medeiros o que será quase uma missão impossível.

Eu gostei bastante de REC I (2007) acho que foi um dos melhores filmes de terror dos últimos anos, o seu sucesso foi tanto que até deu para fazer um remake nos Estados Unidos. Esta segunda parte tem mais sangue mas menos qualidade. Ainda sim aconselho a ver para os fãs de um bom filme nojento e sanguinário. Um dos pormenores mais interessantes é o facto do realizador continuar a utilizar camaras manuais, contudo o som piora e o argumento não está tão brilhante como na primeira parte.

Melhores Filmes de Terror

Dou-lhe um 6/10 e pelos vistos haverá mais dois filmes desta saga, o próximo será REC Génesis que ira estrear em 2011 que irá documentar a infecção e REC Apocalipsis que irá estrear em 2012 e será a conclusão da historia. Certamente que irei ver e veremos que consegue manter a qualidade e se possível melhorar.

29 de junho de 2010

Green Zone: Combate pela Verdade (2010)

Sou fã do realizador Paul Greengrass, que é sem duvida um tipo polivalente tanto pode fazer falsos documentarios como United 93 (2006) ou Domingo Sangrento (2002), como fazer filmes de acção como fez com Matt Damon na Saga Jason Bourne. Mais uma fez os dois juntaram-se num filme de acção agora para fazer Green Zone (2010).

A historia passa-se no Iraque, após a invasão, o exercito procura pelas "famosas" armas de destruição massiva, em especial o oficial Roy Miller (Matt Damon) que começa a suspeitar que as fontes que divulgaram a localização das fontes mentiram, pois após analisar vários sítios não encontra nada mais que sucata. Roy começa a quer saber a verdade, a fazer muitas perguntas e conhece um agente do CIA e uma jornalista que o ajudam na sua busca da verdade.

O filme tem pormenores engraçados, parece mesmo que estamos no Iraque, excelente fotografia, boas cenas de acção, utilização exacta dos diferentes idiomas. Além disso há uma boa intriga, mais que um filme de acção é um bom thriller. Contudo o filme tenta obviamente chegar a um publico jovem, é um filme demasiado comercial. Há que o tivesse comparado com The Hurt Locker (2009) mas Green Zone é claramente mais fraco. Em geral o filme obteve más criticas, e passou por pouco os 100 milhões de dólares de orçamento.


Dou-lhe 6/10, embora tenha gostado do filme sobretudo pela sua mensagem politica, que dá uma forte "porrada" à administração Bush e aos Estados Unidos. Há que dizer que o filme fica bem abaixo da Saga Bourne, é demasiado previsível. Veremos se termina aqui a dupla Greengrass-Damon ou ainda há fôlego para mais.