21 de julho de 2011

Hanna (2011) - Filme de Joe Wright

Decide ver Hanna (2011), após as positivas criticas que recebeu e pela participação de nomes como Saoirse Ronan, Eric Bana e Cate Blanchett. Além disso o realizador foi Joe Wright que fez filmes bastante interessantes como, The Soloist (2009), Atonement (2007) ou Pride & Prejudice (2005), e que pela primeira vez faz um filme de ação.

A historia é sobre Hanna, uma adolescente que é treinada pelo seu pai para ser uma maquina de guerra. Eles encontram-se afastados da civilização, numa floresta no interior da Finlândia. Até que um dia Hanna diz ao seu pai que está preparada para abandonar a floresta onde vivem. Hanna tem uma missão, matar a assassina da sua mãe, que por sua vez trabalha no CIA e quer também matar Hanna.

Dou-lhe 5/10 é na minha opinião o filme mais fraco do realizador. É o típico filme de ação com tiros, perseguições, conspirações, etc. Não traz nada de novo e está cheio de clichés de outros filmes deste género. Um filme que entretêm mas que não tem nada de arte.

19 de julho de 2011

Convicção (2010) - Conviction

Decidi ver este filme pelos dois atores que entram no papel principal Hilary Swank e Sam Rockwell, gosto da maneira do gerem as suas carreias. O realizador de Conviction (2010) foi "Tony" Goldwyn que é mais conhecido como ator do que como realizador. O filme é baseado numa historia verídica.
A historia é sobre Kenny (Sam Rockwell) que é acusado de um homicídio violento em uma pequena localidade nos Estados Unidos. A defensa encontra dificuldades em defende-lo pois existem muitas provas contra ele. Contudo Betty Anne (Hilary Swank), a sua irmã, acredita que ele é inocente e decide estudar advocacia para defende-lo perante os tribunais.

Dou-lhe um 6/10, é uma historia interessante e bem interpretada pelos atores, mas um pouco previsível também. Não deixa de ser inspirador a força de Betty Anne, que põe em risco o seu trabalho e a sua família, nunca deixa de acreditar na inocência do seu irmão. Mas pessoalmente parece-me um filme pouco original.

17 de julho de 2011

Esplendor na Relva (1961) - Splendor in the Grass

Este ano cumpre o seu 50º aniversário Splendor in the Grass (1961), um filme de culto realizado pelo emblemático realizador Elia Kazan, que fez trabalhos como A Leste do Paraíso (1955), On the Waterfront (1954) ou A Streetcar Named Desire (1951). Em Splendor in the Grass (1961) contou com Warren Beatty e Natalie Wood nos papeis principais.

A historia é sobre um casal de namorados, Bud e Deanie, que vivem em Kansas e são estudantes. Estamos nos anos 20 e o feminismo está a dar os seus primeiros passos. Bud quer ter relações sexuais, mas Deanie aconselhada pela sua mãe quer esperar até ao casamento. Mas Bud envolve-se com outra rapariga e Deanie tem uma depressão e fica internada numa clínica de recuperação.

Melhores Filmes de 1961

Dou-lhe um 7/10 é claramente um filme que aconselho a ver, além de ser de um dos melhores realizadores de todos os tempos é também um retrato sobre a sociedade dos anos 20. Uma bonita historia de amor com contornos dramáticos que nós faz recordar o nosso primeiro amor e toda a ingenuidade desses tempos.

15 de julho de 2011

23 F (2011) - Filme de Chema de la Peña

Possivelmente muitos de vocês não sabem mas em 1981 houve uma tentativa de golpe de estado em Espanha. Assim, o filme é um retrato sobre o dia 23 de Fevereiro de 1981. Foi realizado por Chema de la Peña e teve nos papeis principais Karlos Aurrekoetxea, Jordi Bosch and Luis Callejo.

A historia passa-se em Espanha no ano de 1981. O ditador Fraco já está morto e a democracia já está implementada. Contudo vivem-se épocas de confrontos sociais, com os sindicatos e movimentos de esquerdas a saírem para a rua, enquanto os militares vão perdendo preponderância na sociedade. Assim, um grupo de militares de policias decidem ocupar o parlamento e tentar impor um regime ditatorial de novo.

Dou-lhe um 7/10, é bastante interessante o filme em termos históricos, sobretudo para quem, como eu, tinha pouca informação sobre este acontecimento. Gostei bastante do personagem do Guarda Civil que é o cabecilha da ocupação do parlamento, um louco fascista bastante bem interpretado.

13 de julho de 2011

I Saw The Devil (2010) - Eu Vi o Diabo

I Saw the Devil (2010) este filme Coreano foi o vencedor do ultimo festival de cinema do Fatasporto. E vem confirmar aquilo que todos já sabemos, que os Coreanos são uns maestros no que toca ao terror e suspense. Exemplo disso foi Confissões (2010), filme que já falei aqui. O realizador foi Kim Ji-woon.

A historia passa-se na Coreia onde um assassino e violadores de mulheres "caça" durante a noite a mulheres para mata-las. Uma das suas vitimas era a prometida de um agente dos serviços secretos coreanos e este promete vingança. Aí começa uma perseguição entre os dois homens, onde o agente joga ao "jogo do rato e do gato" com o assassino numa tentativa de criar-lhe pânico.

Dou-lhe um 7/10 é um bom filme de terror com alguns clichés e com demasiadas cenas de violência gratuita, não recomendado aos mais sensíveis. Há uma parte do filme claramente inspirada no Massacre de Texas (1974) onde um louco come carne humana. Excelente interpretação dos dois atores principais. Só para os amantes do terror.

11 de julho de 2011

Sem Limites (2011) - Limitless

Do realizador de The Illusionist (2006) vem agora o seu novo trabalho Limitless (2011). Neil Burger contou neste filme com Bradley Cooper e Robert De Niro nos principais papeis. O filme foi baseado no livro de The Dark Fields.

A historia é sobre Eddie Morra (Bradley Cooper), um escritor sem inspiração que vive em Nova Iorque. Um dia reencontra o seu ex cunhado que lhe dá a provar uma nova droga. Eddie comprova que a droga aumenta a sua concentração e inteligência e fica "agarrado" a ela. Quando vai falar novamente com o seu ex cunhado encontra este morto e descobre um arsenal de pastilhas da nova droga.

Dou-lhe um 6/10, começa muito bem com a 1ª hora cheia de bons pormenores técnicos e com um argumento interessante e consistente. Mas na 2ª hora o filme perde gás e termina com uma autentica "americanada". Contudo não deixe de ser interessante a historia e a representação de Bradley Cooper.

9 de julho de 2011

Filmes de Culto - A Mulher do Lado (1981)

Este ano faz o 30º aniversário de La Femme d'à Coté (1981), filme do talentoso realizador francês François Truffaut que fez trabalhos como Jules e Jim (1962), A Noiva Estava de Luto (1968) ou A História de Adèle H. (1975). Teve uma enorme influencia em vários realizadores e os seus trabalhos falavam sobretudo de relacionamentos amorosos.

A historia de A Mulher do Lado (1961), passa-se numa pequena localidade francesa um homem casado e com um filho vê chegar novos vizinhos e fica muito surpreendido ao ver que a esposa do seu vizinho é uma ex namorada que teve há 8 anos. Ao principio comportam-se como se não se conhecessem mas aos poucos voltam a envolver-se até ao dia em que têm uma discussão embaraçosa numa festa.

Melhores Filmes de 1981

Dou-lhe um 8/10 é para mim um dos melhores filmes românticos. Curiosamente não é dos filmes mais famoso de Truffaut, mas para mim exemplifica na perfeição o amor e a obsessão que chega a sentir um casal. Boas interpretações de Gérard Depardieu e Fanny Ardant. O argumento é tenso e dá a ideia que um grande amor no passado nunca morre totalmente.

7 de julho de 2011

À bout portant (2010) - Filme Francês

Chega o verão e as estreias de filmes de qualidade são raras. Exemplo disso é À bout Portant (2010), filme francês realizado por Fred Cavayé que tinha aspecto de ser um filme original com suspense e ação mas que acabou por ser uma "americanada à francesa".

A historia é sobre um casal normal que espera o seu primeiro filho mas vê-se no meio de uma historia de crimes sem saber como nem porquê. O marido um auxiliar de enfermaria é obrigado a raptar um paciente de um hospital e leva-lo a um determinado sitio em troca da sua mulher que também está raptada.

Dou-lhe um 5/10 é um filme bastante fraco e previsível, sem grandes qualidades. Uma historia que faz lembrar inúmeros filmes americanos com perseguições de carros, tiros, homens vulgares que em pouco tempo se transformam em autenticos "rambos".

5 de julho de 2011

Em Busca da Verdade (1961) de Ingmar Bergman

Sinceramente não aprecio o trabalho de Ingmar Bergman, entendo que ele seja dos realizadores mais apreciados do século passado, mas pessoalmente não gosto. Em Busca da Verdade (1961) que faz este ano o seu 50º aniversário, é um dos filmes mais aclamados do realizador, que venceu o oscar para melhor filme estrangeiro. Contou com Harriet Andersson e Gunnar Björnstrand nos principais papeis.


A historia passa-se numa remota ilha, onde uma família encontra-se de ferias. O pai que é escritor anuncia à família que vai partir novamente para a suíça. A filha dele que sofre de esquizofrenia e está a beira da loucura. O marido desta que é um frustrado sexual e por fim o irmão da moça que sofre por não ter o amor do seu pai.


Dou-lhe um 4/10, não consigo compartir a minha visão da vida com a de Bergman, com ele tudo é tão negativo e escuro que parece que a vida é um constante sofrimento. O filme é realmente escuro e pesado com "poucos raios de sol", onde os quatro personagens procuram o sentido da vida.

3 de julho de 2011

Source Code (2011) - O Código Base

O realizador Duncan Jones estreou-se há dois anos com a sua primeira longa metragem, Moon (2009) e foi recebido com grandes elogios por parte da critica e para mim foi dos melhores filmes de 2009. Agora, já com outro orçamento, mudou-se para hollywood para fazer Source Code (2011) com Jake Gyllenhaal no principal papel.

A historia é sobre Colter (Jake Gyllenhaal) que é um soldado que faz parte de um programa experimental do governo para tentar impedir um atentado terrorista. Ele acorda num corpo desconhecido e é obrigado a reviver a explosão até encontrar o responsável pelo atentado.

Dou-lhe um 7/10, o filme fez-me lembrar Groundhog Day (1993) onde Bill Murray encontra-se a repetir o mesmo dia varias vezes. O argumento é bom, a ideia "do código" está engraçada e o filme entretêm bastante. Contudo não deixa de notar-se que Duncan Jones desta vez procurou fazer um filme mais comercial que fica claramente aquém do seu 1º trabalho, Moon (2009).