21 de maio de 2012

Attack the Block (2011) - ETs nos Subúrbios

Geralmente vemos no cinema que os extra terrestres atacam sobretudo nos Estados Unidos e em especial em Nova Iorque, mas Joe Cornish decidiu levar ao grande ecrã um ataque alienígena nos subúrbios de Londres, essa ideia surgiu-lhe após ter sido assaltados por uns adolescentes. O filme deve ser visto em original para se poder ouvir toda a linguagem de rua londrinense.

A historia passa-se no município de Kennington (Londres), quando uma enfermeira (Jodie Whittaker) é assaltado por um grupo de adolescentes, durante o assalto um objeto caí do céu em cima de um carro que se encontra ao lado do grupo. Nisto a enfermeira foge e os jovens decidam roubar o carro, mas dentro deste saí uma criatura que ataca o líder do grupo e foge. Os jovens perseguem a criatura e matam-na. A partir daí começam a cair do céu mais criaturas.

Dou-lhe um 6/10, é um filme que serve para passar o tempo, com alguns momentos de humor, ação, efeitos especiais razoáveis e uma banda sonora bem suburbana. Longe de ser uma obra prima de fição cientifica é mais que nada uma homenagens aos filmes deste género da década de 80. Há demasiado clichés dos filmes de fiçao cientifica americanos, mas como disse entretêm e nada mais.

19 de maio de 2012

Manual de Instruções Para Crimes Banais(pt) - Aconteceu perto da Sua casa (br)

C'est arrivé près de chez vous (1992) é um filme belga considerando por muitos como um filme de culto que faz este ano o seu 20º aniversário. Geralmente gosto bastante de comédias negras, penso inclusive que se pode brincar com tudo ou quase tudo, mas este filme não sei se poderá classificar-se como comédia. É um falso documentario e foi dirigido por Rémy Belvaux, André Bonzel e Benoît Poelvoorde que também desempenha o papel principal.

A historia é sobre Ben um carismático serial killer que mata quem lhe apetece, gosta de musica clássica e filosofia. Um dia dois jovens pedem-lhe permiso para filmar o seu dia a dia. Ben deixa-se filmar e até lhes apresenta a sua família e amigos. Os dois jovens nunca interrompem ao assassino e este fala abertamente para a camara com orgulhoso nos seus atos.

Dou-lhe um 4/10, o filme é filmado por câmaras de mão e não tem banda sonora, além disso está a preto e branco. Sinceramente não gostei, achei que o uso de violência excessivo sobretudo a parte onde viola uma mulher, houve momentos que tive de virar a cara do ecrã. Não consigo entender o porquê de ser um filme de culto, não é original e tecnicamente não me parece bem filmado nem interpretado.

17 de maio de 2012

Albert Nobbs (2011) com Glenn Close

Tinha alguma expetativa em ver Albert Nobbs (2011) pelos vários prémios e nomeações que receberam as atrizes que entraram no filme. Glenn Close, Janet McTeer e Mia Wasikowska fazem parte do elenco que foi dirigido por Rodrigo García, um colombiano que com este filme teve o seu maior sucesso.
A historia passa-se em Irlanda no século XIX, onde Albert Nobbs (Glenn Close) é uma mulher que vive como homem para poder manter o seu trabalho como garçom num hotel. Vive como homem há 30 anos e tem o sonho de um dia poder abrir um negocio seu e viver com alguma mulher. Conhece a Hubert Page (Janet McTeer), uma mulher que também finge ser homem e vive com outra mulher, a partir daí ficam amigos, ou melhor, amigas.

Dou-lhe um 5/10, há dois pontos positivos, a atuações das atrizes e a caraterização de uma sociedade irlandesa bastante conservadora e classista. De resto o filme é mau, a historia é realmente mal aproveitada e em muitos momentos é aborrecida e ridícula. A maquilhagem das atrizes que fazem de homem parece-me fraca, têm todas um ar bastante feminino.

15 de maio de 2012

Diner (1982) de Barry Levinson

Barry Levinson foi um dos cineastas mais importantes do final do século passado, com filmes como Good Morning, Vietnam (1987), Rain Man (1988) ou Bugsy (1991). Um dos filmes mais importantes da sua carreira é Diner (1982), conhecido em Portugal como Adeus amigos e no Brasil como Quando os jovens se tornam adultos, que faz este ano o seu 30º aniversário. Diner (1982) teve um excelente elenco Steve Guttenberg, Kevin Bacon, Mickey Rourke entre outros.

A historia passa-se em Baltimore, uma média cidade no norte dos EUA, no ano de 1959 e acompanha o reencontro de uns jovens que se juntam para festejar o casamento de um deles. Todos eles tomaram diferentes caminhos após terem terminado os estudos e agora regressam ao café onde costumavam passar grande parte do tempo livre quando eram estudantes para falarem do passado, presente e futuro. Esse café é como uma segunda casa, bem mais que um ponto de encontro.

Dou-lhe um 6/10, o formato é bastante parecido com American Graffiti (1973) de George Lucas, mas agora os amigos são mais velhos e têm que enfrentar que estão a tornar-se adultos. Filme com bom argumento, interpretações e banda sonora. Ainda assim, a mim pareceu-me que havia demasiadas personagens e que ao final não chegavas a conhece-las bem.

13 de maio de 2012

Os 3 (2011) - Filme Brasileiro

Umas das coisas que tenho saudade de Lisboa é andar pela rua e ouvir os diferentes sotaques da língua portuguesa, desde os internos até aquele português que se fala nos países africanos e no Brasil. No outro dia, por casualidade, cruzei-me com um carioca e foi muito bom falar com ele na nossa língua. Talvez por isso decide ver Os 3 (2011) filme estreia de Nando Olival.

A historia passa-se em São Paulo, três jovens de diferentes partes do Brasil irão começar a universidade, conhecem-se e decidem morar juntos. Decidem criar uma única regra, não envolverem-se sexualmente. Tudo corre bem até que terminam o curso, mas para continuar juntos aceitam que no seu apartamento sejam colocadas camaras e irão viver numa espécie de big brother.

Dou-lhe um 6/10, a ideia geral está engraçada, a mudança de personalidade e atitude dos 3 perante as camaras. Mas o restante do filme é fraco, Nando aborda superficialmente os sentimentos dos três jovens e não arrisca demasiado em fazer um filme mais duro e realista em vez disso, preferiu uma espécie de comédia romântica a três. Para mim deu para matar saudades de ouvir o português do Brasil e como dizia Fernando Pessoa: "A minha pátria é a língua portuguesa".

11 de maio de 2012

Frenzy (1972) de Alfred Hitchcock

De 1922 a 1976 Alfred Hitchcock, também conhecido como o mestre do suspense, fez mais de 50 filmes deixando um legado impressionante de filmes de culto e clássicos. Pessoalmente há uns 3/4 filmes que considero obras de arte, mas também já vi uns quantos bastante fracos. Frenzy (1972), que faz este ano o seu 40º aniversário e é considerado um clássico do cinema de suspense.

A historia passa-se em Londres que vive atormentada por um assassino em série que estrangula mulheres com uma gravada. Robert Rusk (Barry Foster) é o assassino, que sabendo que pode ser preso a qualquer momento decide incriminar ao seu amigo Richard Blaney (Jon Finch), um homem divorciado, sem trabalho, marginal e com problemas de bebida.

Dou-lhe um 6/10, não é dos melhores filme de Hitchcock (nem dos piores), desde o começo sabemos quem é o assassino e a vitima, ou seja, o fator surpresa é praticamente nulo, além disso há uns momentos de humor que me parecem forçados, a comédia não é o ponto forte de Hitchcock. Mas não é um filme aborrecido, a historia é interessante e o final tem alguma tensão e incerteza.

9 de maio de 2012

As Nuvens de Kilimanjaro (2011)

Atualmente na Europa vemos que alguns direitos laborais obtidos por algumas gerações estão a ser destruídas em nome da crise. Além disso o desemprego para as faixas etárias mais jovens é altíssimo o que provoca a delinquência e criminalidade. Estes assuntos são abordados pelo filme francês, As Nuvens de Kilimanjaro (2011), que foram premiados em Cannes e foi dirigida Robert Guédiguian.

A historia é sobre Michel (Jean-Pierre Darroussin) e Marie-Claire (Ariane Ascaride) que cumprem 30 anos de casamento, os dois ainda se amam. Michel é um trabalhador sindical numa zona portuária, contudo após uma diminuição de empregos ele perde o seu trabalho, assume esse fato como uma reforma antecipada e decide fazer uma viagem com a sua mulher até Kilimanjaro. Contudo ele e a sua família são assaltados e isso irá mudar o seu comportamento.

Dou-lhe um 7/10, é um filme interessante onde um casal que se considera comunista vive aos seus 50 anos de uma forma bem burguesa e após serem assaltados são obrigados a fazer uma reflexão sobre os seus princípios e por outro lado um jovem desempregado que vê no roubo uma possibilidade de resolver os seus problemas. O filme perde um pouco de gás no final mas é sem duvida recomendável.

7 de maio de 2012

Fitzcarraldo (1982) de Werner Herzog

Werner Herzog, este cineasta alemão é para muitos um génio e para outros um louco. Tinha uma obsessão pelo Amazonas e foi aí que fez possivelmente os seus melhores trabalhos, além de Aguirre, a Cólera dos Deuses (1972) fez também Fitzcarraldo (1982) que faz este ano o seu 30º aniversário. Durante as filmagens (em pleno amazonas) houve atores que abandonaram o projeto, ameaças de morte e até acidentes mortais.

A historia é sobre Brian Sweeney Fitzgerald (Klaus Kinski) que vive no interior da Amazónia, na parte peruana, e tem o sonho de construir uma casa de opera na remota cidade de Iquitos. Para isso necessita dinheiro e investe as suas poupanças em negócios falhados, contudo nunca se dá por vencido e o seu ultimo projeto é transportar borracha de uma terra hostil até à cidade de Iquitos.

Dou-lhe um 7/10, as incríveis paisagens amazónicas com a opera usada pelo ator principal dão um espetaculo incrível, um filme agradável sobre a procura de um sonho, a sua audácia, o seu heroísmo e obviamente a sua loucura. Uma espécie de auto biografia do próprio Herzog que muitos dos seus trabalhos foram autenticas "loucuras saudáveis".

5 de maio de 2012

God Bless America (2011) de Bobcat Goldthwait

Ainda se lembram de Zed da saga Police Academy? Pois é, eu pensava que esse ator tinha os seus 15 minutos de fama nessa saga e tinha desaparecido de vez. Mas não, Bobcat Goldthwait, além de ator é escritor, comediante e até dirige filmes. God Bless America (2011) é o seu ultimo trabalho, uma comédia repleta de humor negro que é uma critica feroz à sociedade americana.

A historia é sobre Frank (Joel Murray) um homem na casa dos 40 anos que está divorciado, acaba de ser despedido do seu trabalho e é-lhe diagnosticado um temor cerebral. Enquanto vê os vários reality shows na televisão decide em suicidar-se, mas antes rouba o carro do seu idiota vizinho e matar uma jovem mal educada que é uma estrela num reality show. É aí que conhece a Roxy (Tara Lynne Barr) que junta-se a ele para impor alguma justiça no mundo.

Dou-lhe um 7/10, é uma mistura entre Assassinos Natos (1994) e Falling Down (1993), ou seja, não é muito original mas está bastante bem. É uma critica brutal à juventude americana (e não só) aos seus princípios e gostos. É duro e por vezes tem cenas com bastante sangue mas os diálogos estão excelentes e o humor é bem requintado em algumas situações. Para mim uma das melhores comédias deste ano.

4 de maio de 2012

Trouble in Paradise (1932) - Ladrão de Alcova

Ernst Lubitsch é um nome incontronável da comédia na primeira metade do século XX. Os seus filmes eram sofisticados e brincavam frequentemente com a sexualidade, estas caraterísticas ficaram conhecidas como "toque Lubitsch" que teve uma grande influência no género de comédia. Trouble in Paradise (1932) cumpre este ano o seu 80º aniversário e é um dos melhores trabalhos de Ernst Lubitsch.

A historia é sobre Gaston (Herbert Marshall) e Lily (Miriam Hopkins) dois ladrões que se conhecem e que se apaixonam em seguida. Os dois vão dando pequenos golpes até que conhecem a milionária condessa Mariette Colet e decidem rouba-la. Gaston consegue o lugar de seu secretario pessoal e Lily de datilografa. Contudo os sentimentos entre Gastone a condessa põem em risco o plano.

Dou-lhe um 7/10 é um filme leve e divertido, com um final incerto. Os diálogos são engenhosos e bem trabalhados pelos atores, tal como acontece com To Be or Not to Be (1942) igualmente de Lubitsch. Ladrões de Alcova é uma comédia com humor inteligente e negro e que parece ser muita à frente no seu tempo.