30 de junho de 2012

Lágrimas e Suspiros (pt) - Gritos e Sussurros (br)

Viskningar och rop (1972) de Ingmar Bergman, cumpre este ano o seu 40º aniversário, e é para muitos como um dos melhores trabalhos do famoso cineasta sueco. Venceu vários prémios, com realce para Oscar de melhor fotografia. Quando parecia que tinha feitos as pazes com Bergman com Fanny e Alexander (1982), eis que voltei a não gostar de um filme seu.

A historia é sobre quatro mulheres, duas irmãs, Karin (Ingrid Thulin) e Maria (Liv Ullmann), cuidam da sua outra irmã doente e em fase terminal de cancro, Agnes (Harriet Andersson). Além disso contam com a ajuda de Anna (Kari Sylwan), uma criada muito fiel à doente que tem uma relação de bastante proximidade com a dona da casa.

Dou-lhe um 5/10, a fotografia do filme é sem duvida um dos seus pontos mais fortes, Bergman utiliza o vermelho e contrasta-o com o vestuário utilizado pelas mulheres, as interpretações das atrizes é excelente. Mas este é o típico filme de Bergman com uma historia lenta, personagens depressivos e rancorosos. Não consigo apreciar este cineasta, talvez isso se deva a que eu tenho uma visão e perspetiva da vida e do cinema bem diferente da dele.

28 de junho de 2012

Jeff, Who Lives at Home (2011)

Após os primeiros minutos de assistir a esta comédia norte americana, pareceu-me identificar a personagem de Jeff interpretada por Jason Segel como algo bastante semelhante ao inesquecivel Big Lebowski. Jeff, Who Lives at Home (2011) foi dirigida por Mark Duplass e Jay Duplass dois irmãos que também escreveram o guião.

A historia é sobre a família de Jeff (Jason Segel). Ele ainda vive em casa com a mãe, não trabalha e fuma erva, um dia a sua mãe (Susan Sarandon) pede-lhe para ir ao centro da cidade comprar uma madeira. Jeff perde-se pelo caminho e encontra ao seu irmão, Pat (Ed Helms), os dois não têm um grande relacionamento e Pat goza constantemente com a conduta de Jeff.

Dou-lhe um 6/10, é um filme divertido com personagens bem trabalhadas e engraçadas. Os primeiros momentos são bastante bons mas nos últimos 20 minutos o filme perde-se em sentimentalismos. Ainda assim é um filme recomendável para uma noite leve e tranquila com algumas gargalhadas garantidas.

26 de junho de 2012

Iron Sky (2012) - Filme de Fição Cientifica Europeu

Não sei bem qual foi a razão que me levou a ver Iron Sky (2012), um filme de produção Finlandesa, Alemã e Australiana, na verdade assisti a um filme bastante bizarro e dei por mim a pensar no porquê que estar a ver Iron Sky. "Frekismos" à parte o filme é um verdadeiro sucesso de popularidade, tanto que já se fala numa sequela. Dirigido por Timo Vuorensola, um jovem cineasta que fez três filmes de Star Wreck.

A historia passa-se em 2018, dois astronautas norte americanos chegam à Lua, numa tentativa de aumentar a popularidade da presidente dos EUA, aí são recebidos por um grupo de vigilantes nazis que matam um e capturam o outro. Então descobre-se que existe uma cidade nazi no lado escuro da Lua. Estes nazis têm como plano invadir e dominar a terra.

Dou-lhe um 5/10, embora não tenha gostado do filme pelo ridículo argumento, não posso deixar de salientar a originalidade do filme e os efeitos especiais bem trabalhos. Em termos de comédia o filme é fraco embora tenhas alguns pontos positivos, a imitação de Sarah Palin como presidente dos EUA está divertida. Em conclusão, um filme bizarro e sem grande lógica nem qualidade.

24 de junho de 2012

O Eclipse (1962) de Michelangelo Antonioni

Eu e o cineasta italiano Michelangelo Antonioni não encaixamos, não vale a pena tentar mais, é escusado. L'eclisse (1962), que cumpre este ano o seu 50º aniversário, é o terceiro filme que vejo seu e é também curiosamente o fim de uma trilogia que começou em A Aventura (1960) e depois veio A Noite (1962). Ainda assim este italiano é considerado por muitos como um dos melhores cineastas do século passado sendo esta trilogia como uma autentica obra prima.

A historia passa-se em Roma e é sobre uma bela e jovem mulher Vittoria (Monica Vitti), que termina uma relação com o seu namorado Riccardo (Francisco Rabal). Decide refazer a sua vida, um dia quando tenta falar com a sua mãe conhece a Piero (Alain Delon), ao principio não acontece nada mas aos poucos os dois apaixonam-se mas têm problemas de comunicação.

Dou-lhe um 3/10, ultimamente foi dos filmes mais aborrecidos que vi, foi realmente penoso ver a lentidão como se desenrolava a historia, cheguei mesmo a ponderar deixar de ver este filme. A ideia do cineasta era transmitir os problemas de comunicação da sociedade moderna, penso que conseguiu o seu objetivo pois tive bastantes problemas em entender o seu conteúdo e finalidade.

22 de junho de 2012

Too Big to Fail (2011) - Filme Sobre a Crise

Poucos dias após Espanha ter recebido o maior resgate financeiro alguma vez feito na União Europeia vi Too Big to Fail (2011), filme sobre o inicio da crise pela visão do governo Norte Americano. Algo anedótico foi a forma como o 1º ministro espanhol disse que não era um resgate era uma linha de credito que Espanha tinha conseguido, grande cómico este homem.

Mais um filme do canal de pago HBO, o segundo que falo em menos de um mês, o outro foi Game Change (2011), e mais uma vez com um excelente elenco, com nomes como William Hurt, Paul Giamatti, James Woods ou Matthew Modine. Dirigido por Curtis Hanson que anteriormente fez filmes como 8 Mile (2002) ou L.A. Confidential (1997).

A historia é sobre a crise económica de 2008 desde o ponto de vista do secretario de tesouro americano Henry Paulson. Após a queda de um banco pequeno, começa a perfilar-se a queda de Lehman Brothers, o governo decide não intervir no mercado e dá-se a possibilidade de cair a maior seguradora do país. A crise financeira ganha proporções gigantescas e o governo tem de atuar com rapidez.

Dou-lhe um 7/10, é um filme de difícil compreensão pelos termos técnicos utilizados, ainda assim, para quem já está dentro do assunto entenderá o essencial. O filme traz uma visão diferente, mostra como o poder norte americano reagiu ao inicio da crise. O filme que deve ser visto juntamente com Inside Job (2010) e Margin Call (2011) para ter uma visão panorâmica de todo o início da crise.

20 de junho de 2012

O Pistoleiro do Diabo (pt) - O Estranho sem Nome (br)

High Plains Drifter (1972) foi o 2º filme dirigido por Clint Eastwood, após o sucesso do seu 1º filme, Play Misty for Me (1971). High Plains Drifter (1972), cumpre este ano o seu 40º aniversário, e é um western que Clint dedicou aos seus mestres Sergio Leone e Don Siegel colocando duas lapides num cemitério com os seus nomes no final do filme.

A historia é sobre um homem que chega a uma pequena cidade junto ao Lago Mono. É provocado por três homens e decide mata-los aos três, depois fica a saber que eles tinham sido contratados pelos moradores da cidade para defende-los de uns bandidos que vão chegar em breve para vingar-se da população.

Dou-lhe um 6/10, uma historia típica de western, um homem que decide vingar a morte de um xerife e castiga à população porque não foi capaz de agir. Critica à sociedade que se comporta de forma egoísta. Há muitas semelhanças com High Noon (1952), contudo Clint não consegue criar tanto suspense e a fotografia não está tão bem aproveitada, uma pena pois o Lago Mono é deslumbrante.

18 de junho de 2012

O Exercicio do Poder (2011) - Filme Francês

L'Exercice de l'État (2011) chamou-me a atenção por ter sido um dos filmes mais nomeados dos prémios franceses (César) do ano passado, e além disso tratar de um tema interessante, o dia a dia de um ministro do governo francês. Dirigido por Pierre Schöller, um homem que trabalha no teatro, televisão e obviamente no cinema.

A historia é sobre Bertrand Saint-Jean (Olivier Gourmet), ministro de transportes do governo francês que tem um problemas entre mãos, privatizar ou não os portos de navegação de França. Gilles (Michel Blanc) é o seu diretor de gabinete e opõem-se totalmente à privatização. Contudo a situação politica muda e o primeiro ministro decide privatizar e indicar a Bertrand para lidar essa privatização.

Dou-lhe um 5/10, a ideia em geral está boa, acompanhar o dia a dia de um ministro e da sua equipa. Contudo o cineasta perde-se em personagens secundarias sem interesse e aquilo que ao inicio parece uma sátira politica torna-se em uma espécie de drama. Boa interpretação de Olivier Gourmet e pouco mais há a assinalar de positivo.

16 de junho de 2012

O Jogador (1992) de Robert Altman

Já foram feitos inúmeros filmes sobres as tramas em Hollywood mas The Player (1992), que faz este ano o seu 20º aniversário, é para muitos o mais bem conseguido. Dirigido por Robert Altman, que teve o maior sucesso nos anos 70 com MASH (1970), McCabe and Mrs. Miller (1971) e Nashville (1975). Em O Jogador (1992) contou com um excelente elenco e inúmeras participações especiais que atores de renome.

A historia como não podia deixar de ser passa-se em Hollywood, onde um produtor bem sucedido, Griffin Mill (Tim Robbins), vem recebendo várias ameaças de um anónimo que o deixa intrigado, além disso vê que um estúdio concorrente a crescer de importância. Quer manter o seu trabalho a todo o custo e é conetado com a morte de um escritor. Griffin vive em constante stress.

Dou-lhe um 6/10, é uma sátira inteligente sobre a vida na "capital do cinema", onde o que é importante é ter sucesso e poder. Uma comédia cheia de bons atores e que trouxe de volta Altman à luz da ribalta com vários prémios e fazendo com que The Player (1992) seja hoje considerando como filme de culto. Ainda assim, devo dizer que me parece exagerado esse estatuto e pessoalmente acho que é um filme engraçado mas banal.

14 de junho de 2012

O Palhaço (2011) de Selton Mello

Finalmente chegou a Espanha um dos grandes sucessos de bilheteiras do Brasil o ano passado, que conseguiu passar 1 milhão de espetadores no seu primeiro mês de estreia. Selton Mello, um ator famoso de novelas, fez também vários filmes e desde 2005 está a dirigir filmes, sendo O Palhaço (2011) o seu ultimo trabalho.

A historia passa-se nos anos 70 e conta as andanças de um grupo de circo no interior do Brasil. Benjamin (Selton Mello) é a personagem principal e é palhaço tal como o seu pai Valdemar (Paulo José) que é também dono do circo. Benjamin está deprimido e decide mudar de vida, começa a trabalhar como funcionário comum e ter uma vida fora do circo, mas afinal também não é feliz aí.

Dou-lhe um 6/10, é uma comédia divertida com personagens bizarras. Tem alguns pontos positivos como a caracterização da época e da parte mais rural do Brasil ou algumas cenas de humor bem trabalhado. Tirando isso, o filme não é especialmente interessante nem traz nada de novo ao cinema, serve perfeitamente para passar uma tarde/noite agradável.

12 de junho de 2012

Game Change (2012) - Trama Politico

O ano passado estreou Ides of March (2011), um trama politico onde se revelava os bastidores das campanhas para as presidenciais norte americanas, agora surge Game Change (2012) filme feito para um canal de pago dos EUA, que foi dirigido por Jay Roach, que tem trabalhos sobretudo cómicos, Meet the Parents (2000) ou Dinner for Schmucks (2010). Mesmo sendo para a televisão este filme contou com um elenco de luxo como Julianne Moore, Woody Harrelson ou Ed Harris.

A historia baseia-se no livro de dois jornalistas que documentam a campanha dos Republicanos para a corrida à presidência dos estados unidos em 2008. McCain's está nas eleições contra Obama e os seus assessores aconselham-no a escolher uma vice presidente para contra-balançar o carisma de Obama. Após um estudo de mercado decidem escolher à governadora de Alaska, Sarah Palin. Ela demonstra grande carisma entre a população mas tem grandes problemas com os jornalistas.

Dou-lhe um 7/10, adoro estes filmes sobre os bastidores das eleições, vemos como os políticos são escolhidos e sobretudo quem está por detrás das grandes escolhas e movimentações. A interpretação de Julianne Moore está igual que Palin enquanto que Ed Harris está um pouco exagerado ao fazer de McCains's. Engraçado ver como uma personagem como Palin, uma pessoa com pouca cultura, chegou onde chegou.