12 de julho de 2012

Um Filme Inédito de Woody Allen

Sempre me gostei de vangloriar perante os meus freaks amigos cinéfilos de que tinha visto todos os filmes de Woody Allen, contudo havia um filme que me disseram que ele tinha feito para a televisão, Don't Drink the Water (1994). Desde que soube da existência desde filme fiquei obcecado em encontra-lo, não foi fácil mas finalmente vi este filme quase desconhecido deste grande cineasta.

Alem da participação de Woody Allen, um dos atores principais é Michael J. Fox, é verdade o rapaz do Regresso ao Futuro, um dos primeiros atores que fiquei fã quando era criança, participa nesta comédia. O filme foi baseado numa peça de teatro de 1966 que Woody há muito que queria converter em filme.

A historia passa-se na embaixada norte americana na antiga União Soviética no tempo da Guerra Fria. O embaixador viaja até aos EUA e deixa o seu filho, Axel Magee (Michael J. Fox), encarregue da embaixada, tudo parece correr bem até que Walter Hollander (Woody Allen) com a sua mulher e filha entram na embaixada fugindo da policia soviético. Os dois são a típica família americana sem grande conhecimento sobre os costumes estrangeiros e rapidamente tomam a embaixada como sua nova casa.

Dou-lhe um 7/10, é a típica comédia disparatada de Woody Allen, com muitos momentos maravilhosos que faz parecer ser tão fácil fazer comédia. Passei verdadeiramente bem os 92 minutos de duração deste filme e já estou com vontade de revê-lo. Há uma personagem que vive na embaixada há 6 anos que está genial é Dom DeLuise que faz de padre louco e um magico do pior. Um filme imperdivel para qualquer fã do mestre da comédia.

10 de julho de 2012

Centre Stage (1992) - A Atriz

Para muitos críticos de cinema Centre Stage (1992) é o melhor filme de Hong Kong alguma vez feito. Comemora este ano o seu 20º aniversário e foi dirigido por Stanley Kwan, que com este filme conseguiu o ponto mais alto da sua carreira, até hoje. O filme recebeu vários prémios e nomeações sobretudo pelo desempenho da atriz principal Maggie Cheung.

O filme aborda uma historia verídica, baseia-se na trágica vida de Ruan Lingyu (Maggie Cheung), uma famosa atriz chinesa dos anos 20/30 (no cinema mudo) que se suicidou com apenas 24 anos e no auge na sua carreira. Vemos também uma espécie de tertúlia já nos anos 90 sobre a vida desta atriz.

Dou-lhe um 6/10, tem alguns pontos positivos, a montagem está bastante bem, Stanley Kwan mistura várias imagens de arquivo com outras nos anos 90 de uma maneira harmoniosa. A atriz principal, Maggie Cheung, é de uma sensualidade e beleza incrível. Como pontos negativos, achei que a duração do filme é excessiva, 154 minutos, o que torna o filme por vezes lento e em alguns momentos aborrecido.

8 de julho de 2012

Declaração de Guerra (2011) - Filme Francês

Tenho um pouco de alergia aos filmes que falam sobre crianças com cancro, em geral é dos temas que não tenho paciência para ver e intuo dramalhão, contudo La Guerre est déclarée (2011) teve boas criticas e foi o filme escolhido por França para o oscar na categoria de filme estrangeiro. Foi dirigido por Valérie Donzelli que também faz de atriz principal.

A historia é sobre Juliette (Valérie Donzelli) e Roméo (Jérémie Elkaïm) dois jovens que se conhecem numa festa e apaixonam-se à primeira vista. Após os primeiros tempos de namoro cheios de paixão Juliette fica gravida. O bebe nasce perfeitamente embora como todos os outros bebes chora desalmadamente o que os leva ao pediatra, numa dessas visitas, o medico nota algo distinto no bebe o que mais tarde se veria a saber que é um cancro.

Dou-lhe um 6/10, ao contrario dos filmes que abordam este tema, Declaração de Guerra (2011) não cai no dramatismo habitual, conta a historia desde o inicio da relação dos pais com um narrador em off que só peca por aparecer pouco. Durante o filme há pormenores bastante interessantes sobretudo os que estão relacionados com a vida do casal. Um filme com uma visão positiva mas poucas vezes real.

6 de julho de 2012

Martha Marcy May Marlene (2011)

Nos Estados Unidos existe uma quantidade de seitas religiosos que raramente são levadas ao cinema, e as que chegam em geral são do género de terror como Red State (2011). Martha Marcy May Marlene (2011) é claramente diferente um thriller psicológico dirigido por Sean Durkin que se estreou na direção com este filme e deste logo com bastantes prémios e elogios.

A historia é sobre Martha (Elizabeth Olsen) que foge de uma casa de campo, onde passou dois anos com uma seita, e liga à sua irmã para a ir buscar. Martha está bastante assustada e enquanto permanece na casa da sua irmã e cunhado tem ataques de medo e fúria, paranóia e alucinações.

Dou-lhe um 7/10, o filme está repleto de flash backs da vida de Martha com a seita e aos poucos vamos entendendo o estado doentio dela. O filme tem sempre uma tensão latente e um final incerto. Após ter visualizado este filme não lhe dei muita importância, mas na verdade, é daqueles filmes que fica na cabeça pelo medo que Martha consegue transmitir. Recomendável.

4 de julho de 2012

Eu e a Minha Pequena (1932) - Me and My Gal

Para muitos Me and My Gal (1932) é um dos melhores filmes de 1932, uma comédia romântica filmada em plena lei seca norte americana. Foi dirigido por Raoul Walsh que ficou famoso por filmes como The Birth of a Nation (1915) ou High Sierra (1941). Curiosamente não era um cineasta de fazer comédias mas com Me and My Gal (1932) obteve um enorme sucesso de bilheteira.

A historia passa-se em manhattan e é sobre um policia irlandes, Danny Dolan (Spencer Tracy), que patrulha o cais, aí existe um café onde trabalha Helen Riley (Joan Bennett). Os dois apaixonam-se e planeiam casar-se. Nisto, Danny anda a tentar apanhar um ladrão famoso que curiosamente foi namorado da irmã de Helen.

Dou-lhe um 6/10, é uma comédia divertida, típica desses anos, com diálogos inteligentes e uma historia simples e sem grandes pretensões. Como curiosidade aparecem uns quantos bêbados, isto numa altura que estava proibido a venda e consumo de bebidas alcoólicas nos EUA.

2 de julho de 2012

My Way (2011) - Filme Coreano

My Way (2011) foi o filme mais caro feito até hoje na Coreia do Sul. Demorou cerca de 10 meses a ser filmado e foi baseado numa historia verídica que se passou na II Grande Guerra Mundial. Durante o filme são usados 6 idiomas diferentes e viajamos desde Coreia, Sibéria, Normandia etc., foi dirigido por Kang Je-gyu.

A historia começa em 1928 quando a Coreia está sobre a soberania do Japão, Kim Jun-shik juntamente com a sua irmã e pai trabalham para a família Hasegawa. Tanto Jun-shik como Tatsuo (herdeiro dos Hasegawa) são dois atletas que competem em varias provas de atletismo e vão criando entre eles uma rivalidade. Um dia o avô de Tatsuo recebe uma bomba e morre, Tatsuo culpa a família de Kim, e estes são expulsados da sua casa.

Dou-lhe um 5/10, as cenas de ação estão bastante bem feitas, tirando isso o filme é muito fraco. My Way(2011) está repleto de clichés de Hollywood de filmes sobre a grandeza e o valor humano. Utiliza excessivamente o sentimentalismo para tentar emocionar o público e chega realmente a cansar. Resumindo, uma espécie de O Resgate do Soldado Ryan (1998) em formato oriental, que não recomendo.

30 de junho de 2012

Lágrimas e Suspiros (pt) - Gritos e Sussurros (br)

Viskningar och rop (1972) de Ingmar Bergman, cumpre este ano o seu 40º aniversário, e é para muitos como um dos melhores trabalhos do famoso cineasta sueco. Venceu vários prémios, com realce para Oscar de melhor fotografia. Quando parecia que tinha feitos as pazes com Bergman com Fanny e Alexander (1982), eis que voltei a não gostar de um filme seu.

A historia é sobre quatro mulheres, duas irmãs, Karin (Ingrid Thulin) e Maria (Liv Ullmann), cuidam da sua outra irmã doente e em fase terminal de cancro, Agnes (Harriet Andersson). Além disso contam com a ajuda de Anna (Kari Sylwan), uma criada muito fiel à doente que tem uma relação de bastante proximidade com a dona da casa.

Dou-lhe um 5/10, a fotografia do filme é sem duvida um dos seus pontos mais fortes, Bergman utiliza o vermelho e contrasta-o com o vestuário utilizado pelas mulheres, as interpretações das atrizes é excelente. Mas este é o típico filme de Bergman com uma historia lenta, personagens depressivos e rancorosos. Não consigo apreciar este cineasta, talvez isso se deva a que eu tenho uma visão e perspetiva da vida e do cinema bem diferente da dele.

28 de junho de 2012

Jeff, Who Lives at Home (2011)

Após os primeiros minutos de assistir a esta comédia norte americana, pareceu-me identificar a personagem de Jeff interpretada por Jason Segel como algo bastante semelhante ao inesquecivel Big Lebowski. Jeff, Who Lives at Home (2011) foi dirigida por Mark Duplass e Jay Duplass dois irmãos que também escreveram o guião.

A historia é sobre a família de Jeff (Jason Segel). Ele ainda vive em casa com a mãe, não trabalha e fuma erva, um dia a sua mãe (Susan Sarandon) pede-lhe para ir ao centro da cidade comprar uma madeira. Jeff perde-se pelo caminho e encontra ao seu irmão, Pat (Ed Helms), os dois não têm um grande relacionamento e Pat goza constantemente com a conduta de Jeff.

Dou-lhe um 6/10, é um filme divertido com personagens bem trabalhadas e engraçadas. Os primeiros momentos são bastante bons mas nos últimos 20 minutos o filme perde-se em sentimentalismos. Ainda assim é um filme recomendável para uma noite leve e tranquila com algumas gargalhadas garantidas.

26 de junho de 2012

Iron Sky (2012) - Filme de Fição Cientifica Europeu

Não sei bem qual foi a razão que me levou a ver Iron Sky (2012), um filme de produção Finlandesa, Alemã e Australiana, na verdade assisti a um filme bastante bizarro e dei por mim a pensar no porquê que estar a ver Iron Sky. "Frekismos" à parte o filme é um verdadeiro sucesso de popularidade, tanto que já se fala numa sequela. Dirigido por Timo Vuorensola, um jovem cineasta que fez três filmes de Star Wreck.

A historia passa-se em 2018, dois astronautas norte americanos chegam à Lua, numa tentativa de aumentar a popularidade da presidente dos EUA, aí são recebidos por um grupo de vigilantes nazis que matam um e capturam o outro. Então descobre-se que existe uma cidade nazi no lado escuro da Lua. Estes nazis têm como plano invadir e dominar a terra.

Dou-lhe um 5/10, embora não tenha gostado do filme pelo ridículo argumento, não posso deixar de salientar a originalidade do filme e os efeitos especiais bem trabalhos. Em termos de comédia o filme é fraco embora tenhas alguns pontos positivos, a imitação de Sarah Palin como presidente dos EUA está divertida. Em conclusão, um filme bizarro e sem grande lógica nem qualidade.

24 de junho de 2012

O Eclipse (1962) de Michelangelo Antonioni

Eu e o cineasta italiano Michelangelo Antonioni não encaixamos, não vale a pena tentar mais, é escusado. L'eclisse (1962), que cumpre este ano o seu 50º aniversário, é o terceiro filme que vejo seu e é também curiosamente o fim de uma trilogia que começou em A Aventura (1960) e depois veio A Noite (1962). Ainda assim este italiano é considerado por muitos como um dos melhores cineastas do século passado sendo esta trilogia como uma autentica obra prima.

A historia passa-se em Roma e é sobre uma bela e jovem mulher Vittoria (Monica Vitti), que termina uma relação com o seu namorado Riccardo (Francisco Rabal). Decide refazer a sua vida, um dia quando tenta falar com a sua mãe conhece a Piero (Alain Delon), ao principio não acontece nada mas aos poucos os dois apaixonam-se mas têm problemas de comunicação.

Dou-lhe um 3/10, ultimamente foi dos filmes mais aborrecidos que vi, foi realmente penoso ver a lentidão como se desenrolava a historia, cheguei mesmo a ponderar deixar de ver este filme. A ideia do cineasta era transmitir os problemas de comunicação da sociedade moderna, penso que conseguiu o seu objetivo pois tive bastantes problemas em entender o seu conteúdo e finalidade.