19 de julho de 2012

Farto de Super Heróis

Isto é só mesmo um desabafo, mas já não posso com tanto super herói no cinema. Todos os meses somos bombardeados com uma estreia de pelo menos um super herói, sempre acompanhado por muita publicidade e efeitos especiais de ultima geração.

Acho que todos os super heróis já tiveram o seu filminho e pelo que sei o homem aranha vai recomeçar de novo e o Batman de Nolan vai ter mais uma entrega.... São tantos que já perdi a conta, Capitão América, Iron Man, Hulk, Thor, X-men, Blade, etc etc.

Entendo que é uma maneira dos estúdios fazerem dinheiro e levarem os jovens ao cinema mas eu já não posso com tanto herói.

18 de julho de 2012

A Ordem e a Moral (2011) - Filme de Mathieu Kassovitz

Mathieu Kassovitz é um cineastas com um trajeto estranho, para não dizer decepcionante. A sua 2ª longa metragem foi o filmes francês O Ódio (1995), uma obra prima, e a partir daí coleccionou filmes bastantes maus, como Gothika (2003) ou Babylon A.D. (2008). Lógico que tinha as minhas duvidas sobre o seu ultimo trabalho, L’Ordre et la Morale (2011).

Desde que estou a viver no Pais Basco que fiquei mais interessado sobre regiões que procuram chegar a independência e A ordem e a Moral (2011) fala sobre acontecimentos na Nova Caledónia, uma pequena ilha junto à Austrália que pertence à França e tem um movimento independetista forte.

A historia é baseada em fatos reais que se passaram em 1988 na Nova Caledónia, quando um grupo de Canacos independentistas entra numa esquadra da policia local e mata a quatro policias e faz reféns aos restantes. Isto a 10 dias das eleições presidenciais em França. Um negociador, Philippe Legorjus (Mathieu Kassovitz), é mandado para o local mas cedo se apercebe que não haverá negociações

Dou-lhe um 7/10, é importante que salgam filmes como este para aclarar um pouco a verdade sobre estes acontecimentos e demonstrar que os políticos estão mais interessados em manter o poder do que salva guardar o bem estar da população. O filme atrai a nossa atenção desde os primeiros minutos e por polémicas teve de ser filmado em Tahiti. O único que não gostei foi a "limpeza" que M. Kassovitz quis dar aos agressores canacos, foram eles que utilizaram a violência primeiro.

16 de julho de 2012

Margaret (2011) - Filme de Kenneth Lonergan

Decidi ver Margaret (2011) sobretudo pelo elenco, nomes como Anna Paquin, Matt Damon, Mark Ruffalo, Kieran Culkin ou Matthew Broderick chamam a atenção de qualquer um. O filme é dirigido por Kenneth Lonergan, que é sobretudo um escritor de peças para o teatro e guiões para o cinema, com realce para Gangs of New York (2002) ou You Can Count on Me (2000) em que foi também o realizador.

A historia é sobre uma jovem de 17 anos, Lisa Cohen (Anna Paquin), que vive em Manhattan com a sua mãe e irmão, enquanto o seu pai se mudou para Califórnia. Um dia quando vai de compras distrai um condutor dum autocarro e este atropela uma mulher que acaba por morrer às mãos de Lisa. Ao principio protege o condutor mas mais tarde cheia de remorsos decide alterar o seu testemunho.

Dou-lhe um 6/10, um filme interessante com um argumento bem escrito e que nós deixa em suspense sobre o que vai acontecer. Alguns diálogos estão realmente bem elaborados e esse é sem duvida o ponto mais forte do filme, juntamente com as interpretações. Contudo achei que o filme não se foca em nenhuma historia em concreto, saltando de historia para historia, lhe falta um pouco de consistência.

14 de julho de 2012

Jules e Jim (1962) e a Nouvelle Vague

Vou ser claro, não gosto da chamada Nouvelle Vague, cinema francês que surgiu a final da década de 50 que tinha como objetivo a total liberdade de expressão e liberdade técnica. Acredito que na época fosse algo necessário e um choque para a sociedade mas ver alguns destes filmes hoje faz com que o impacto seja bem diferente. Jules et Jim (1962) foi dirigido pelo famoso cineasta François Truffaut.

A historia é baseada num livro de Franz Hessel, e passa-se depois da I Guerra Mundial. Acompanha a dois amigos, um austríaco e outro francês, Jules (Oskar Werner) Jim ( (Henri Serre), conhecem a Catherine (Jeanne Moreau), uma mulher peculiar. Os dois ficam apaixonados por ela e formam um trio amoroso que terminará em tragédia. O argumento é inspirado numa historia real.

Dou-lhe um 5/10, entendo toda a influencia e frescura que trouxe ao cinema há 50 anos, mas não vou a ser politicamente correto. Não gostei do filme é lento e aborrecido, as personagens são demasiado pseudo intelectuais. A mim parece-me que lhe falta vida, paixão, loucura e tesão.

12 de julho de 2012

Um Filme Inédito de Woody Allen

Sempre me gostei de vangloriar perante os meus freaks amigos cinéfilos de que tinha visto todos os filmes de Woody Allen, contudo havia um filme que me disseram que ele tinha feito para a televisão, Don't Drink the Water (1994). Desde que soube da existência desde filme fiquei obcecado em encontra-lo, não foi fácil mas finalmente vi este filme quase desconhecido deste grande cineasta.

Alem da participação de Woody Allen, um dos atores principais é Michael J. Fox, é verdade o rapaz do Regresso ao Futuro, um dos primeiros atores que fiquei fã quando era criança, participa nesta comédia. O filme foi baseado numa peça de teatro de 1966 que Woody há muito que queria converter em filme.

A historia passa-se na embaixada norte americana na antiga União Soviética no tempo da Guerra Fria. O embaixador viaja até aos EUA e deixa o seu filho, Axel Magee (Michael J. Fox), encarregue da embaixada, tudo parece correr bem até que Walter Hollander (Woody Allen) com a sua mulher e filha entram na embaixada fugindo da policia soviético. Os dois são a típica família americana sem grande conhecimento sobre os costumes estrangeiros e rapidamente tomam a embaixada como sua nova casa.

Dou-lhe um 7/10, é a típica comédia disparatada de Woody Allen, com muitos momentos maravilhosos que faz parecer ser tão fácil fazer comédia. Passei verdadeiramente bem os 92 minutos de duração deste filme e já estou com vontade de revê-lo. Há uma personagem que vive na embaixada há 6 anos que está genial é Dom DeLuise que faz de padre louco e um magico do pior. Um filme imperdivel para qualquer fã do mestre da comédia.

10 de julho de 2012

Centre Stage (1992) - A Atriz

Para muitos críticos de cinema Centre Stage (1992) é o melhor filme de Hong Kong alguma vez feito. Comemora este ano o seu 20º aniversário e foi dirigido por Stanley Kwan, que com este filme conseguiu o ponto mais alto da sua carreira, até hoje. O filme recebeu vários prémios e nomeações sobretudo pelo desempenho da atriz principal Maggie Cheung.

O filme aborda uma historia verídica, baseia-se na trágica vida de Ruan Lingyu (Maggie Cheung), uma famosa atriz chinesa dos anos 20/30 (no cinema mudo) que se suicidou com apenas 24 anos e no auge na sua carreira. Vemos também uma espécie de tertúlia já nos anos 90 sobre a vida desta atriz.

Dou-lhe um 6/10, tem alguns pontos positivos, a montagem está bastante bem, Stanley Kwan mistura várias imagens de arquivo com outras nos anos 90 de uma maneira harmoniosa. A atriz principal, Maggie Cheung, é de uma sensualidade e beleza incrível. Como pontos negativos, achei que a duração do filme é excessiva, 154 minutos, o que torna o filme por vezes lento e em alguns momentos aborrecido.

8 de julho de 2012

Declaração de Guerra (2011) - Filme Francês

Tenho um pouco de alergia aos filmes que falam sobre crianças com cancro, em geral é dos temas que não tenho paciência para ver e intuo dramalhão, contudo La Guerre est déclarée (2011) teve boas criticas e foi o filme escolhido por França para o oscar na categoria de filme estrangeiro. Foi dirigido por Valérie Donzelli que também faz de atriz principal.

A historia é sobre Juliette (Valérie Donzelli) e Roméo (Jérémie Elkaïm) dois jovens que se conhecem numa festa e apaixonam-se à primeira vista. Após os primeiros tempos de namoro cheios de paixão Juliette fica gravida. O bebe nasce perfeitamente embora como todos os outros bebes chora desalmadamente o que os leva ao pediatra, numa dessas visitas, o medico nota algo distinto no bebe o que mais tarde se veria a saber que é um cancro.

Dou-lhe um 6/10, ao contrario dos filmes que abordam este tema, Declaração de Guerra (2011) não cai no dramatismo habitual, conta a historia desde o inicio da relação dos pais com um narrador em off que só peca por aparecer pouco. Durante o filme há pormenores bastante interessantes sobretudo os que estão relacionados com a vida do casal. Um filme com uma visão positiva mas poucas vezes real.

6 de julho de 2012

Martha Marcy May Marlene (2011)

Nos Estados Unidos existe uma quantidade de seitas religiosos que raramente são levadas ao cinema, e as que chegam em geral são do género de terror como Red State (2011). Martha Marcy May Marlene (2011) é claramente diferente um thriller psicológico dirigido por Sean Durkin que se estreou na direção com este filme e deste logo com bastantes prémios e elogios.

A historia é sobre Martha (Elizabeth Olsen) que foge de uma casa de campo, onde passou dois anos com uma seita, e liga à sua irmã para a ir buscar. Martha está bastante assustada e enquanto permanece na casa da sua irmã e cunhado tem ataques de medo e fúria, paranóia e alucinações.

Dou-lhe um 7/10, o filme está repleto de flash backs da vida de Martha com a seita e aos poucos vamos entendendo o estado doentio dela. O filme tem sempre uma tensão latente e um final incerto. Após ter visualizado este filme não lhe dei muita importância, mas na verdade, é daqueles filmes que fica na cabeça pelo medo que Martha consegue transmitir. Recomendável.

4 de julho de 2012

Eu e a Minha Pequena (1932) - Me and My Gal

Para muitos Me and My Gal (1932) é um dos melhores filmes de 1932, uma comédia romântica filmada em plena lei seca norte americana. Foi dirigido por Raoul Walsh que ficou famoso por filmes como The Birth of a Nation (1915) ou High Sierra (1941). Curiosamente não era um cineasta de fazer comédias mas com Me and My Gal (1932) obteve um enorme sucesso de bilheteira.

A historia passa-se em manhattan e é sobre um policia irlandes, Danny Dolan (Spencer Tracy), que patrulha o cais, aí existe um café onde trabalha Helen Riley (Joan Bennett). Os dois apaixonam-se e planeiam casar-se. Nisto, Danny anda a tentar apanhar um ladrão famoso que curiosamente foi namorado da irmã de Helen.

Dou-lhe um 6/10, é uma comédia divertida, típica desses anos, com diálogos inteligentes e uma historia simples e sem grandes pretensões. Como curiosidade aparecem uns quantos bêbados, isto numa altura que estava proibido a venda e consumo de bebidas alcoólicas nos EUA.

2 de julho de 2012

My Way (2011) - Filme Coreano

My Way (2011) foi o filme mais caro feito até hoje na Coreia do Sul. Demorou cerca de 10 meses a ser filmado e foi baseado numa historia verídica que se passou na II Grande Guerra Mundial. Durante o filme são usados 6 idiomas diferentes e viajamos desde Coreia, Sibéria, Normandia etc., foi dirigido por Kang Je-gyu.

A historia começa em 1928 quando a Coreia está sobre a soberania do Japão, Kim Jun-shik juntamente com a sua irmã e pai trabalham para a família Hasegawa. Tanto Jun-shik como Tatsuo (herdeiro dos Hasegawa) são dois atletas que competem em varias provas de atletismo e vão criando entre eles uma rivalidade. Um dia o avô de Tatsuo recebe uma bomba e morre, Tatsuo culpa a família de Kim, e estes são expulsados da sua casa.

Dou-lhe um 5/10, as cenas de ação estão bastante bem feitas, tirando isso o filme é muito fraco. My Way(2011) está repleto de clichés de Hollywood de filmes sobre a grandeza e o valor humano. Utiliza excessivamente o sentimentalismo para tentar emocionar o público e chega realmente a cansar. Resumindo, uma espécie de O Resgate do Soldado Ryan (1998) em formato oriental, que não recomendo.