24 de julho de 2012

O Homem que Matou Liberty Valance (1962)

Quando à precisamente 50 anos o cineasta John Ford decide dirigir um western a preto e branco os estúdios previram o pior, mas Ford convidou para o elenco nomes como John Wayne, James Stewart, Lee Marvin, Vera Miles e Lee Van Cleef e juntou um argumento muito bem elaborado e o resultado foi um dos western's mais aclamados da historia do cinema, um clássico do cinema várias vezes referenciado por outros filmes.

A historia começa com a chegada de um senador dos Estados Unidos e a sua mulher a uma pequena cidade do oeste. Os dois vêem assistir a um funeral de um amigo, mas à chegada da cidade são abordados pelos jornalistas locais sobre a sua inesperada visita. Então o senador, Ransom Stoddard (James Stewart), decide contar aos jornalistas o porquê da sua visita e a verdadeira historia sobre ele e Tom Doniphon (James Stewart), o defunto.

Dou-lhe um 8/10, é para mim um dos melhores western da historia de cinema, o argumento é realmente emocionante, de um lado temos um politico que acredita na lei (James Stewart) mas que fica famoso por ter matado o bandido, Liberty Valance, e por outro temos um pistoleiro (John Wayne) que salva a vida ao politico mas acaba pobre e sem reconhecimento. Um filme imprescindível para qualquer cinéfilo e certamente o melhor trabalho de John Ford.

22 de julho de 2012

Get the Gringo (2012) com Mel Gibson

Gosto bastante do nome do filme, Get The Gringo, nestas três simples palavras já imaginamos que haverá algum norte americano (o gringo) metido em algum problema num país latino americano. Esse gringo não é nada mais que Mel Gibson, o homem cheio de talento que dirigiu obras primas como A Paixão de Cristo (2004) e Apocalypto (2006) mas insiste em perder-se em filmes como Get the Gringo (2012).

A historia é sobre Jack Sanders (Mel Gibson) que rouba vários milhões de dólares e para escapar da policia vai parar ao Mexico, aí é preso sem qualquer tipo de julgamento. A prisão é dominada pelas máfias, e por vezes parece ser um centro comercial de baixo nível. Aí conhece um garoto de 10 anos que vai ajudar o "gringo" a sobreviver naquele lugar.

Dou-lhe um 6/10, para ser sincero acho que o filme nem merece esta nota porque é fraco, mas também é verdade que consegue o seu objetivo, entreter o público. Não sei como serão as prisões no norte do México mas prefiro acreditar que está prisão é pura fição cientifica. Mel Gibson faz de tipo duro com muitos defeitos mas com princípios e valores, típico personagem de outros filmes dele.

20 de julho de 2012

Estranha passageira (1942) - Now, Voyager

Bette Davis foi uma das maiores atrizes do século passado, recebeu 10 nomeações aos oscar e inúmeros prémios e homenagens ao longo da sua carreira. Now, Voyager (1942), faz este ano o seu 70º aniversário e para além de Bette Davis podemos ver a outros pesos pesados como Claude Rains ou Gladys Cooper. O filme foi dirigido por Irving Rapper que fez também The Corn Is Green (1945), Deception (1946).

A historia é sobre Charlotte Vale (Bette Davis) uma solteirona, pouco atraente, reprimida pela sua dominadora mãe (Gladys Cooper), uma aristocrata de Boston. Charlotte está a atravessar uma crise nervosa e a sua irmã chama o psiquiatra Dr. Jaquith (Claude Rains) para a ajudar. Este decide leva-la ao seu sanatório para que Charlotte possa recuperar.

Dou-lhe um 7/10, é um deleite poder assistir a todos estes "monstros" do cinema atuando, juntamente com um argumento solido e com diálogos bem elaborados. O filme foge do politicamente correto da altura, falamos de uma mulher solteira tendo uma relação com um homem casado. Um filme que teve um grande sucesso na sua estreia e hoje é visto como um dos melhores na categoria de românticos. Todo um clássico.

19 de julho de 2012

Farto de Super Heróis

Isto é só mesmo um desabafo, mas já não posso com tanto super herói no cinema. Todos os meses somos bombardeados com uma estreia de pelo menos um super herói, sempre acompanhado por muita publicidade e efeitos especiais de ultima geração.

Acho que todos os super heróis já tiveram o seu filminho e pelo que sei o homem aranha vai recomeçar de novo e o Batman de Nolan vai ter mais uma entrega.... São tantos que já perdi a conta, Capitão América, Iron Man, Hulk, Thor, X-men, Blade, etc etc.

Entendo que é uma maneira dos estúdios fazerem dinheiro e levarem os jovens ao cinema mas eu já não posso com tanto herói.

18 de julho de 2012

A Ordem e a Moral (2011) - Filme de Mathieu Kassovitz

Mathieu Kassovitz é um cineastas com um trajeto estranho, para não dizer decepcionante. A sua 2ª longa metragem foi o filmes francês O Ódio (1995), uma obra prima, e a partir daí coleccionou filmes bastantes maus, como Gothika (2003) ou Babylon A.D. (2008). Lógico que tinha as minhas duvidas sobre o seu ultimo trabalho, L’Ordre et la Morale (2011).

Desde que estou a viver no Pais Basco que fiquei mais interessado sobre regiões que procuram chegar a independência e A ordem e a Moral (2011) fala sobre acontecimentos na Nova Caledónia, uma pequena ilha junto à Austrália que pertence à França e tem um movimento independetista forte.

A historia é baseada em fatos reais que se passaram em 1988 na Nova Caledónia, quando um grupo de Canacos independentistas entra numa esquadra da policia local e mata a quatro policias e faz reféns aos restantes. Isto a 10 dias das eleições presidenciais em França. Um negociador, Philippe Legorjus (Mathieu Kassovitz), é mandado para o local mas cedo se apercebe que não haverá negociações

Dou-lhe um 7/10, é importante que salgam filmes como este para aclarar um pouco a verdade sobre estes acontecimentos e demonstrar que os políticos estão mais interessados em manter o poder do que salva guardar o bem estar da população. O filme atrai a nossa atenção desde os primeiros minutos e por polémicas teve de ser filmado em Tahiti. O único que não gostei foi a "limpeza" que M. Kassovitz quis dar aos agressores canacos, foram eles que utilizaram a violência primeiro.

16 de julho de 2012

Margaret (2011) - Filme de Kenneth Lonergan

Decidi ver Margaret (2011) sobretudo pelo elenco, nomes como Anna Paquin, Matt Damon, Mark Ruffalo, Kieran Culkin ou Matthew Broderick chamam a atenção de qualquer um. O filme é dirigido por Kenneth Lonergan, que é sobretudo um escritor de peças para o teatro e guiões para o cinema, com realce para Gangs of New York (2002) ou You Can Count on Me (2000) em que foi também o realizador.

A historia é sobre uma jovem de 17 anos, Lisa Cohen (Anna Paquin), que vive em Manhattan com a sua mãe e irmão, enquanto o seu pai se mudou para Califórnia. Um dia quando vai de compras distrai um condutor dum autocarro e este atropela uma mulher que acaba por morrer às mãos de Lisa. Ao principio protege o condutor mas mais tarde cheia de remorsos decide alterar o seu testemunho.

Dou-lhe um 6/10, um filme interessante com um argumento bem escrito e que nós deixa em suspense sobre o que vai acontecer. Alguns diálogos estão realmente bem elaborados e esse é sem duvida o ponto mais forte do filme, juntamente com as interpretações. Contudo achei que o filme não se foca em nenhuma historia em concreto, saltando de historia para historia, lhe falta um pouco de consistência.

14 de julho de 2012

Jules e Jim (1962) e a Nouvelle Vague

Vou ser claro, não gosto da chamada Nouvelle Vague, cinema francês que surgiu a final da década de 50 que tinha como objetivo a total liberdade de expressão e liberdade técnica. Acredito que na época fosse algo necessário e um choque para a sociedade mas ver alguns destes filmes hoje faz com que o impacto seja bem diferente. Jules et Jim (1962) foi dirigido pelo famoso cineasta François Truffaut.

A historia é baseada num livro de Franz Hessel, e passa-se depois da I Guerra Mundial. Acompanha a dois amigos, um austríaco e outro francês, Jules (Oskar Werner) Jim ( (Henri Serre), conhecem a Catherine (Jeanne Moreau), uma mulher peculiar. Os dois ficam apaixonados por ela e formam um trio amoroso que terminará em tragédia. O argumento é inspirado numa historia real.

Dou-lhe um 5/10, entendo toda a influencia e frescura que trouxe ao cinema há 50 anos, mas não vou a ser politicamente correto. Não gostei do filme é lento e aborrecido, as personagens são demasiado pseudo intelectuais. A mim parece-me que lhe falta vida, paixão, loucura e tesão.

12 de julho de 2012

Um Filme Inédito de Woody Allen

Sempre me gostei de vangloriar perante os meus freaks amigos cinéfilos de que tinha visto todos os filmes de Woody Allen, contudo havia um filme que me disseram que ele tinha feito para a televisão, Don't Drink the Water (1994). Desde que soube da existência desde filme fiquei obcecado em encontra-lo, não foi fácil mas finalmente vi este filme quase desconhecido deste grande cineasta.

Alem da participação de Woody Allen, um dos atores principais é Michael J. Fox, é verdade o rapaz do Regresso ao Futuro, um dos primeiros atores que fiquei fã quando era criança, participa nesta comédia. O filme foi baseado numa peça de teatro de 1966 que Woody há muito que queria converter em filme.

A historia passa-se na embaixada norte americana na antiga União Soviética no tempo da Guerra Fria. O embaixador viaja até aos EUA e deixa o seu filho, Axel Magee (Michael J. Fox), encarregue da embaixada, tudo parece correr bem até que Walter Hollander (Woody Allen) com a sua mulher e filha entram na embaixada fugindo da policia soviético. Os dois são a típica família americana sem grande conhecimento sobre os costumes estrangeiros e rapidamente tomam a embaixada como sua nova casa.

Dou-lhe um 7/10, é a típica comédia disparatada de Woody Allen, com muitos momentos maravilhosos que faz parecer ser tão fácil fazer comédia. Passei verdadeiramente bem os 92 minutos de duração deste filme e já estou com vontade de revê-lo. Há uma personagem que vive na embaixada há 6 anos que está genial é Dom DeLuise que faz de padre louco e um magico do pior. Um filme imperdivel para qualquer fã do mestre da comédia.

10 de julho de 2012

Centre Stage (1992) - A Atriz

Para muitos críticos de cinema Centre Stage (1992) é o melhor filme de Hong Kong alguma vez feito. Comemora este ano o seu 20º aniversário e foi dirigido por Stanley Kwan, que com este filme conseguiu o ponto mais alto da sua carreira, até hoje. O filme recebeu vários prémios e nomeações sobretudo pelo desempenho da atriz principal Maggie Cheung.

O filme aborda uma historia verídica, baseia-se na trágica vida de Ruan Lingyu (Maggie Cheung), uma famosa atriz chinesa dos anos 20/30 (no cinema mudo) que se suicidou com apenas 24 anos e no auge na sua carreira. Vemos também uma espécie de tertúlia já nos anos 90 sobre a vida desta atriz.

Dou-lhe um 6/10, tem alguns pontos positivos, a montagem está bastante bem, Stanley Kwan mistura várias imagens de arquivo com outras nos anos 90 de uma maneira harmoniosa. A atriz principal, Maggie Cheung, é de uma sensualidade e beleza incrível. Como pontos negativos, achei que a duração do filme é excessiva, 154 minutos, o que torna o filme por vezes lento e em alguns momentos aborrecido.

8 de julho de 2012

Declaração de Guerra (2011) - Filme Francês

Tenho um pouco de alergia aos filmes que falam sobre crianças com cancro, em geral é dos temas que não tenho paciência para ver e intuo dramalhão, contudo La Guerre est déclarée (2011) teve boas criticas e foi o filme escolhido por França para o oscar na categoria de filme estrangeiro. Foi dirigido por Valérie Donzelli que também faz de atriz principal.

A historia é sobre Juliette (Valérie Donzelli) e Roméo (Jérémie Elkaïm) dois jovens que se conhecem numa festa e apaixonam-se à primeira vista. Após os primeiros tempos de namoro cheios de paixão Juliette fica gravida. O bebe nasce perfeitamente embora como todos os outros bebes chora desalmadamente o que os leva ao pediatra, numa dessas visitas, o medico nota algo distinto no bebe o que mais tarde se veria a saber que é um cancro.

Dou-lhe um 6/10, ao contrario dos filmes que abordam este tema, Declaração de Guerra (2011) não cai no dramatismo habitual, conta a historia desde o inicio da relação dos pais com um narrador em off que só peca por aparecer pouco. Durante o filme há pormenores bastante interessantes sobretudo os que estão relacionados com a vida do casal. Um filme com uma visão positiva mas poucas vezes real.