23 de setembro de 2012

Conto de Inverno (1992) de Eric Rohmer

Um dos filmes que mais marcou o género romance nestes últimos anos foi sem duvida Conte d'hiver (1992), que este ano cumpre o seu 20º aniversário. Foi dirigido por Eric Rohmer, figura importante da nouvelle vague do cinema francês do pós-guerra. Conto de Inverno (1992) foi um dos filmes mais importantes de Eric e fazia parte de uma quadrilogia sobres as quatro estações.

A historia começa com umas ferias de verão, onde Felice e Charles se apaixonam perdidamente. Contudo uma confusão com os endereços faz com que perdam o contato. Cinco anos depois, Felice está a morar em Paris com a filha de Charles e ainda sonha em encontrar o seu "príncipe". Relaciona-se com dois pretendentes mas com nenhum consegue manter uma relação seria.

Dou um 7/10, o filme tem uns diálogos deliciosos, onde se fala em amor, politica, religião, filosofia, etc. A personagem de Felice (Charlotte Véry) faz um magnifico papel com uma constante indicação e uma enorme esperança. Um filme bonito, bastante invernal que por vezes é um pouco lento mas em geral merece ser visualizado e lembrado como um clássico do género romântico.

21 de setembro de 2012

Homens de Negro 3 (2012)

Não pretendia ver Men in Black III (2012), já estava um pouco cansado do casal de negro, mas as criticas foram positivas e decide ver mais uma entrega dos Homens de Negro. A equipa é a mesma Will Smith e Tommy Lee Jones são os agentes do costume e a eles juntam-se Josh Brolin. Barry Sonnenfeld continua a dirigir estes filmes e nesta terceira entrega obteve uma excelente bilheteira.

A historia começa com a fuga de Boris o Animal de uma prisão de alta segurança na lua, este tem como objetivo viajar do tempo até ao ano de 1969 e aí matar o agente K (Tommy Lee Jones), ele que o enviou para a prisão da lua. Assim, o agente J (Will Smith) terá também de viajar ao passado e parar que Boris mate o seu amigo e companheiro.

Dou um 6/10, o filme consegue atingir o seu objetivo principal, entretém o publico. É divertido com o mesmo estilo de piadas que usa habitualmente, a ação do costume e muitos efeitos especiais. Não é tão bom como o primeiro mas bem melhor que o segundo MIB. Longe de ser uma obra prima de fição cientifica é sobretudo um filme para passar uma noite relaxada e divertida.

19 de setembro de 2012

Nuit Blanche (2011) - Filme de Ação Francês

Tenho o pressentimento que Nuit Blanche (2011) terá dentro de uns anos um remake americano. Já começa a ser habitual quando um filme tem algum sucesso na Europa os norte americanos juntam-lhe alguma estrela de Hollywood, efeitos especiais e uma historia romântica e esta feito outro blockbuster. Nuit Blanche (2011) foi dirigido por Frédéric Jardin.

A historia começa com um assalto de dois policias a uns traficantes de droga, os policias ficam com 10 kg de cocaína mas o assalto não corre muito bem e há testemunhas que viram a cara dos policias. Algumas horas depois um dos filhos de um policia é raptado pelos traficantes.

Dou um 7/10, isto sim é um bom filme de ação, desde o primeiro momento até ao final transmite uma adrenalina ao espetador que não nós deixa desviar os olhos do ecrã. Além disso, a ação do filme é credível, não há efeitos especiais, nem perseguições de carro exageradas e ninguém tem super poderes. Filme recomendável.

17 de setembro de 2012

Os Vingadores (2012) - The Avengers

Há certa de dois meses tinha escrito que estava farto de super heróis, nesse mesmo dia que publiquei o artigo, um amigo de Lisboa ligou-me para convencer-me que estava enganado e como exemplo que me deu Os Vingadores (2012) para ele o melhor filme de ação / fição cientifica dos últimos anos. Decide dar uma oportunidade e deixar os meus preconceitos de lado.

Os Vingadores (2012) foram um dos maiores sucessos de bilheteiras de todos os tempos, com mais de 1 bilião de dólares de encaixe. Foi dirigido por Joss Whedon, um homem que "faz os 7 ofícios", é escritor, compositor, argumentista, desenha comics, dirigiu serie de tv de grande sucesso, etc.

A historia começa com Nick Fury (Samuel L. Jackson), diretor da agência de espionagem SHIELD, que tem de planear uma evacuação após uma fonte de energia com um potencial desconhecido ter sido roubado por Loki (Tom Hiddleston). Assim, Nick terá de juntar uma grupo de super heróis para salvar o planeta terra. São convocados Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Capitão América (Chris Evans), Hulk (Mark Ruffalo), Thor (Chris Hemsworth) entre outros.

Dou um 4/10, peço desculpa aos fãs dos super heróis mas para mim isto pareceu-me lixo americano. Admito que tenha bons efeitos especiais mas o restante é demasiado fraco. A historia é clássica o bem contra o mau, alguma novidade? alguma surpresa? Não. Este tipo de filme não é para mim, não é o meu género, não consigo ver qualquer tipo de arte. Parece que haverá uma sequência, eu só sob o efeito de drogas o verei.

15 de setembro de 2012

The Quiet Man (1952) de John Ford

Para muitos John Ford é um dos principais cineasta do século XX, embora seja mais conhecido pelos seus westerns como Stagecoach (1939), The Searchers (1956) ou The Man Who Shot Liberty Valance (1962), J. ford aventurou-se pelos dramas Como era verde o meu vale (1941) e também comédias românticas como The Quiet Man (1952), que faz este ano o seu 60º aniversário. O filme teve um grande sucesso de bilheteiras e John Ford ganhou um oscar como realizador.

A historia é sobre Sean Thornton (John Wayne) um homem com 30 anos que regressa à sua terra natal na Irlanda profunda. Ele que partiu para os Estados Unidos ainda era um garoto. Ao chegar aí quer comprar a sua antiga casa e conhece a Mary Kate Danaher (Maureen O'Hara), uma ruiva impressionante que rapidamente conquista o seu coração. O problema é que o irmão de Mary Kate nao gosta de Sean e este já não conhece os costumes do lugar.

Dou um 6/10, para mim não é dos melhores filmes do cineasta. A típica comédia romântica onde um estrangeiro desconhecendo os costumes locais não consegue adaptar-se. A aldeia está cheia de personagens exageradas para tentar fazer rir ao espetador. Magnifica fotografia a cores da Irlanda e boa interpretação de John Wayne e Maureen O'Hara, sobretudo esta ultima que faz muito bem o seu papel de solteirona irlandesa.

13 de setembro de 2012

Marley (2012) O Documentario

Já há bastante tempo que não via um documentario, sem nenhuma razão aparente. Decide ver Marley (2012) por várias razões, entre elas porque estamos a falar de um ícone do século XX, Bob Marley. Além disso foi dirigido por Kevin Macdonald que fez obras como O Último Rei da Escócia (2006) ou State of Play (2009), teve a ajuda na produção de um dos 11 filhos de Bob, Ziggy Marley.

A historia acompanha toda a vida do musico jamaicano, desde a sua pobre infância, do seu pai ausente até à sua ascensão como estrela internacional. Há entrevistas com a família, amigos, músicos, imagens raras, muita musica. Acompanha passo a passo a vida de um dos maiores músicos da historia.

Dou um 8/10, um documentario serio e interessante que envolve todas as pessoas importantes na vida de Bob, mostra-nos como viveu e morreu o criador do Reggae, as suas ideias politicas e sociais, as suas virtudes e defeitos. Além de Marley ficamos a conhecer também a situação politica, musical, social e até religiosa dos anos 60/70 na Jamaica. O documentario que merece a visualização para os fãs de Bob e não só.

11 de setembro de 2012

Elefante Branco (2012) - Filme Argentino

Neste ultimo ano já falei de 3 filmes argentinos, foram eles; Medianeras (2011), O Gato Desaparece (2011) e Um Conto Chinês (2011), tendo gostado da grande maioria. Constatei que o cinema argentino atual está em alta, produzindo filmes sociais com baixo orçamento. Assim que, tinha vontade de ver Elefante Branco (2012), outro filme argentino com Ricardo Darín e dirigido por Pablo Trapero. O filme estreou em Cannes este ano.

A historia é sobre um bairro clandestino em pleno Buenos Aires e acompanha a luta de dois padres que também vivem no bairro e tentam ajudar os restantes habitantes. Os dois têm o apoio de uma assistente social, e todos tentam resolver os inúmeros problemas que existem no bairro. mas o poder que têm é mínimo e o apoio estatal é quase inexistente.
Dou um 4/10, o filme falha todos os objetivos a que se propõem. Não conhecemos praticamente nenhuma personagem do bairro nem como foram para aí morar. Surge uma historia de amor entre um padre e a assistente social que é no mínimo forçado. Francamente é mesmo mau, e como diz o ditado não há regra sem exceção, este filme prova que também há mau cinema no país das pampas.

9 de setembro de 2012

Angel Face (1952) com Robert Mitchum

Umas das muitas diferenças entre o cinema produzido nos anos 40 para os anos 50 anos é o surgimento de cineastas que têm a liberdade de fazer filmes como lhes apetece deixando para trás o cinema familiar e politicamente correto. Angel Face (1952), faz este ano o seu 60º aniversário e é um clássico do cinema. Dirigido pelo austríaco Otto Preminger, que fez Anatomia de um crime (1959) ou Laura (1944).

A historia começa com a chegada de uma ambulância a uma mansão de Beverly Hills, onde aparentemente houve um pequeno acidente familiar. Frank Jessup (Robert Mitchum) é o condutor dessa ambulância e antes de deixar a mansão troca algumas palavras com Diane Tremayne (Jean Simmons), enteada da dona da mansão. Mais tarde Diane segue a ambulância de Frank e os dois saem para jantar e conhecer-se um pouco mais.

Dou um 7/10, um filme noir com um bom argumento e com umas reviravoltas surpreendentes ao final que nós deixam perplexos. No filme há um julgamento (típico de Otto) onde a verdade é só um pormenor o que interessa é mesmo o espetaculo que dão os advogados. Excelente atuação dos dois principais atores, principalmente de Robert Mitchum que faz de durão. Altamente recomendável.

7 de setembro de 2012

O Ditador (2012) com Sacha Baron Cohen

Em relação a Sacha Baron Cohen ou se gosta ou se odeia, com ele não há meio termo. Eu sou dos que gosta dele que admito que por vezes se excede em algumas cenas mas acho que em geral é um tipo muito criativo. Adorei as personagens de Ali G e Borat enquanto que Bruno já achei mais fraco. Agora volta com O Ditador (2012) que foi um verdadeiro sucesso de bilheteiras.

A historia é sobre General Almirante Shabazz Aladeen (Sacha Baron Cohen), um dos mais excêntricos e egocêntricos ditadores de um país no médio oriente. A ONU pressiona o país para que este não construa armas nucleares mas o ditador não pensa assim e avança com o programa. Contudo quando viaja aos Estados Unidos para falar na ONU é atacado e feito prisioneiro e acaba nas ruas de Nova Iorque sem dinheiro e sozinho.

Dou um 6/10, não é nenhuma obra prima, longe disso, mas esse também não é o objetivo. Filme divertido com momentos de boa comédia, negra e inteligente, mas também tem momentos menos conseguidos sobretudo quando há um uso excessivo de piadas sexuais, humor fácil sem grande mérito. Há um momento lindo quando o ditador discursa na ONU e aí compara os Estados Unidos com um país democrático.

5 de setembro de 2012

The Crying Game (1992) - Jogo de Lágrimas

Faz este ano o seu 20º aniversário um dos filmes independentes mais importantes da historia do cinema, The Crying Game (1992) que teve o nome estranho no Brasil de Traídos pelo Desejo. Foi dirigido por Neil Jordan que até então era um quase desconhecido do publico em geral, desde então fez alguns filmes como Entrevista com o vampiro (1994) ou Breakfast on Pluto (2005). O filme ganhou imensos prémios e foi indicado para 6 oscars sendo hoje considerado como filme de culto.

A historia é sobre Fergus (Stephen Rea) um voluntário do IRA que junto com outros companheiros terroristas sequestram um soldado britanico negro, Jody (Forest Whitaker). Pedem um reagate por ele caso contrario Jody será executado em três dias. Fergus fica encarregado de o guardar e aos poucos cria uma amizade com o prisioneiro. Após a morte de Jody, Fergus decide visitar a namorada de Jody.

Dou um 7/10, um filme cheio de surpresas e voltas de guião que não deixa de surpreender o espetador não só pela qualidade de argumento como nos pontos sensíveis que toca como a homossexualidade, o terrorismo, racismo e o amor. Filme imprescindível para qualquer cinéfilo e certamente um dos melhores de 1992. Um filme que marcou o cinema independente.