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19 de fevereiro de 2013

Férias em Roma (pt) - A Princesa e o Plebeu (br)

Até aparecer em Roman Holiday (1953) Audrey Hepburn tinha surgido em papeis secundários e foi neste filme que saiu para o estrelato. Em Roman Holiday (1953), que cumpre o seu 60º aniversário, Hepburn faz de jovem inocente, papel que iria repetir bastantes vezes na sua carreira. Foi dirigido por William Wyler que fez filmes como Ben-Hur (1959) ou Os Melhores Anos das Nossas Vidas (1946).

A historia é sobre a princesa Anna (Audrey Hepburn) que se encontra em Roma numa visita oficial. Cansada das obrigações decide escapar-se durante uma noite e viver a vida de um ser comum. Contudo adormece na rua e Joe Bradley (Gregory Peck), um jornalista americano, leva-a a casa sem saber que é a princesa.

Dou um 6/10, é a típica comédia romântica daqueles anos e que ainda hoje se utiliza. Mulher jovem e inocente que encontra acidentalmente o amor. Embora o filme seja previsível, a historia tem momentos bastante engraçados e divertidos, as atuações dos principais atores estão bastante bem assim como a fotografia a uma cidade de Roma nos seus anos 50 também. Recomendável para passar uma tarde em família nem que seja para ver a bela Audrey Hepburn.

26 de novembro de 2012

Melhores Filmes de 1952‏

1952 foi um ano cheio de bons filmes, ano também, em que os grandes estudios de hollywood dominam o panorama internacional. The Greatest Show on Earth foi o filme com maior bilheteira vencedo a categoria para melhor filme tanto nos oscars como nos globos de ouro.

Eis os melhores na minha opinião:

1 - Viver 
um genial filme de Akira Kurosawa, para mim o seu melhor trabalho que é um hino à vida. Uma atuação fantástica de Takashi Shimura que interpreta na perfeição a um idoso que ao analisar a sua vida vê que não desfrutou nada e decide fazer uma mudança radical nos seus últimos dias.

na verdade é que o filme é um espelho da nossa sociedade cada vez mais individualista, egoísta e fria. Um western com pouca ação, mas com bastante tensão psicológico que vai aumentado ao aproximar-se a hora do confronto.

3 - The Bad and the Beautiful
é um dos filmes que melhor representa os meandros e bastidores de Hollywood. Alias a personagem de Jonathan Shields (Kirk Douglas) foi inspirada em historias verídicas que aconteceram em Hollywood

4 - Brincadeiras Proíbidas
um filme muito bonito sobre a infância e a visão de duas crianças sobre o mundo que os rodeia. Argumento bastante emotivo mas que não caí no drama fácil

5 - Europa 51
é magistral como Rossellini nos apresenta a sociedade de uma grande cidade europeia ainda abalada pela II Grande Guerra, as diferenças entre a burguesia que olha para o comportamento de Irene como o inicio da loucura e a classe operaria que a vê como uma santa.

6 - Angel Face
um filme noir com um bom argumento e com umas reviravoltas surpreendentes
ao final que nós deixam perplexos. No filme há um julgamento (típico de Otto) onde a verdade é só um pormenor o que interessa é mesmo o espetaculo que dão os advogados

7 - Umberto D
 é um filme bastante duro e triste, mas um retrato da sociedade que se mantém bastante atual, principalmente dos idosos, das suas dificuldades financeiras e sobretudo da sua solidão

8 - Singin in the Rain
embora não seja grande fã de musicais, devo dizer que gosto deste filme. É um filme bastante alegre e divertido, ideal para um domingo de tarde com chuva. Filme que tem os clichés habituais dos musicais, historia de amor, muita musica, coreografias e cores.

21 de novembro de 2012

A Carroça de Ouro (1952) de Jean Renoir‏

Jean Renoir, cineasta francês que conseguiu fama nos anos 30, nos primeiros filmes com som. Uns anos depois deu o salto a Hollywood, onde teve orçamentos maiores e as técnicas estavam mais aperfeiçoadas. LeCarrosse d'or (1952), que cumpre este ano o seu 60º aniversário, é considerado por muitos como umas das melhores obras deste famoso cineasta.

Aqui deixo dois filmes dele que ja falei:

A historia é sobre um grupo de teatro italiano, que no século XVIII chegaao Peru. Aí são contratados por um homem de negócios local que tentaexplora-los. Contudo uma bela atriz, Camilla(Anna Magnani), chama aatenção do Vice Rei local, do toureiro, etc. Eles irão lutar pelo seuamor.

Dou um 6/10, gosto bastante de filmes que retratam um grupo de teatro, mas infelizmente neste o grupo é deixado de lado e a historia de amor ocupa mais tempo. É uma comédia divertida com alguns momentos hilariantes mas longe de ser um dos melhores trabalhos de Renoir. Outro ponto negativo é ofilme ser falado em inglês e estarmos no Peru, enfim detalhes.

15 de setembro de 2012

The Quiet Man (1952) de John Ford

Para muitos John Ford é um dos principais cineasta do século XX, embora seja mais conhecido pelos seus westerns como Stagecoach (1939), The Searchers (1956) ou The Man Who Shot Liberty Valance (1962), J. ford aventurou-se pelos dramas Como era verde o meu vale (1941) e também comédias românticas como The Quiet Man (1952), que faz este ano o seu 60º aniversário. O filme teve um grande sucesso de bilheteiras e John Ford ganhou um oscar como realizador.

A historia é sobre Sean Thornton (John Wayne) um homem com 30 anos que regressa à sua terra natal na Irlanda profunda. Ele que partiu para os Estados Unidos ainda era um garoto. Ao chegar aí quer comprar a sua antiga casa e conhece a Mary Kate Danaher (Maureen O'Hara), uma ruiva impressionante que rapidamente conquista o seu coração. O problema é que o irmão de Mary Kate nao gosta de Sean e este já não conhece os costumes do lugar.

Dou um 6/10, para mim não é dos melhores filmes do cineasta. A típica comédia romântica onde um estrangeiro desconhecendo os costumes locais não consegue adaptar-se. A aldeia está cheia de personagens exageradas para tentar fazer rir ao espetador. Magnifica fotografia a cores da Irlanda e boa interpretação de John Wayne e Maureen O'Hara, sobretudo esta ultima que faz muito bem o seu papel de solteirona irlandesa.

9 de setembro de 2012

Angel Face (1952) com Robert Mitchum

Umas das muitas diferenças entre o cinema produzido nos anos 40 para os anos 50 anos é o surgimento de cineastas que têm a liberdade de fazer filmes como lhes apetece deixando para trás o cinema familiar e politicamente correto. Angel Face (1952), faz este ano o seu 60º aniversário e é um clássico do cinema. Dirigido pelo austríaco Otto Preminger, que fez Anatomia de um crime (1959) ou Laura (1944).

A historia começa com a chegada de uma ambulância a uma mansão de Beverly Hills, onde aparentemente houve um pequeno acidente familiar. Frank Jessup (Robert Mitchum) é o condutor dessa ambulância e antes de deixar a mansão troca algumas palavras com Diane Tremayne (Jean Simmons), enteada da dona da mansão. Mais tarde Diane segue a ambulância de Frank e os dois saem para jantar e conhecer-se um pouco mais.

Dou um 7/10, um filme noir com um bom argumento e com umas reviravoltas surpreendentes ao final que nós deixam perplexos. No filme há um julgamento (típico de Otto) onde a verdade é só um pormenor o que interessa é mesmo o espetaculo que dão os advogados. Excelente atuação dos dois principais atores, principalmente de Robert Mitchum que faz de durão. Altamente recomendável.

1 de maio de 2012

Viver (1952) de Akira Kurosawa

Um dos assuntos que mais gosto de ver retratados no cinema é quando um idoso faz uma retrospetiva da sua vida e tem a lucidez para ver as suas vitorias e derrotas. Ikiru (1952) que faz este ano o seu 60º aniversário, aborda este assunto. Um dos filmes mais aclamados de Akira Kurosawa, o cineasta japonês mais famoso de todos os tempos, que fez obras como Rashōmon (1950) ou Os Sete Samurais (1954).

A historia é sobre Kanji Watanabe (Takashi Shimura) um homem já perto da reforma que trabalha num departamento do estado, um dos seus motivos de orgulho é nunca ter faltado ao trabalho durante 30 anos, mas quando sabe que tem um cancro terminal e começa a questionar todas as suas prioridades e logros durante a sua vida. Decide aproveitar os seus últimos dias e fazer alguma coisa pela humanidade.

Dou-lhe um 9/10, um genial filme de Akira Kurosawa, para mim o seu melhor trabalho que é um hino à vida. Uma atuação fantástica de Takashi Shimura que interpreta na perfeição a um idoso que ao analisar a sua vida vê que não desfrutou nada e decide fazer uma mudança radical nos seus últimos dias. Além disso, Akira faz uma forte critica à burocracia do estado e a inercia geral dos seus funcionários. Uma obra prima imprescindível no cinema.

2 de abril de 2012

The Bad and the Beautiful (1952) de Vincente Minnelli

Faz este ano o seu 60º aniversário, The Bad and the Beautiful (1952) que teve os nomes de Assim estava escrito em Portugal e Cativos do mal no Brasil. O filme ganhou 5 oscares mas nem chegou a ser nomeado para melhor filme, contou com um grande elenco de atores (Lana Turner, Kirk Douglas, Barry Sullivan, Gloria Grahame) e foi dirigido por Vincente Minnelli, um cineasta que ficou conhecido pelos seus musicais, tais como An American in Paris (1951) ou Gigi (1958).

A historia passa-se nos bastidores de hollywood, onde a atriz Georgia Lorrison (Lana Turner), o escritor Lee Bartlow (Dick Powell) e o realizador Fred Amiel (Barry Sullivan) mostram ao diretor de um estúdio cinematografico, através de flash backs, porque recusam trabalhar com o produtor Jonathan Shields (Kirk Douglas). Este é um homem que para obter os seus fins utiliza qualquer meio.

Dou-lhe um 8/10, é um dos filmes que melhor representa os meandros e bastidores de Hollywood. Alias a personagem de Jonathan Shields (Kirk Douglas) foi inspirada em historias verídicas que aconteceram em Hollywood. Além do excelente elenco, o filme está muito bem dirigido não havendo momentos aborrecidos, pelo contrario o argumento é bastante divertido. Um guarda roupa bastante bem trabalho e uns bons cenários fazem acreditar-nos que estamos mesmo "na Meca do cinema".

20 de março de 2012

Umberto D (1952) de Vittorio De Sica

Faz este ano o seu 60º aniversario Umberto D (1952) um dos filmes mais representativos do período neo realista italiano, para mim uma das épocas mais importantes e interessantes da historia do cinema, como já referi aqui por inúmeras vezes. Dirigido por Vittorio De Sica, um dos cineasta italianos mais importantes de sempre, com filmes como Ladrões de Bicicletas (1948), Ontem, Hoje e Amanhã (1963) ou O Jardim dos Finzi-Contini (1971).

A historia passa-se em Italia no pós guerra, Umberto Domenico Ferrari um reformado da função publica que vive com o seu cão e com uma pequena pensão que não lhe é suficiente para os seus gastos pessoais. Vive num quarto alugado numa casa onde a dona da casa o ameaça constantemente em expulsa-lo por falta de pagamento. Umberto não tem família e a sua única amiga é a criada da casa que lhe dá comida às escondidas.

Dou-lhe um 7/10, é um filme bastante duro e triste, mas um retrato da sociedade que se mantém bastante atual, principalmente dos idosos, das suas dificuldades financeiras e sobretudo da sua solidão, Umberto não tinha praticamente nada que se preocupasse com ele, via-se como um estorvo para a sociedade. Um dos filmes mais importantes de Vittorio De Sica, mas longe da sua obra prima Ladrões de Bicicletas (1948).

26 de fevereiro de 2012

Europa 51 (1952) de Roberto Rossellini

É uma pena que hoje o cinema italiano não tenha os cineastas tão talentosos como os que houveram em meados do século passado, como Vittorio De Sica, Federico Fellini ou Roberto Rossellini. Faz este ano o seu 60º aniversário Europa (1952), um excelente filme da famosa época do neo-realismo italiano. Contou com Ingrid Bergman na altura esposa de Roberto Rossellini.

A historia passa-se em Roma, no ano de 1951, Irene (Bergman) é casada tem um filho e aparentemente é feliz. Pertence à alta sociedade italiana e tem uma vida cómoda, jamais teve de trabalhar. No entanto o seu filho morre e Irene culpa-se pela sua morte, o seu mundo desaba e começa a questionar-se de tudo. Decide deixar o seu lar e mistura-se com as classes mais desfavorecidas.

Dou-lhe um 8/10 é magistral como Rossellini nos apresenta a sociedade de uma grande cidade europeia ainda abalada pela II Grande Guerra, as diferenças entre a burguesia que olha para o comportamento de Irene como o inicio da loucura e a classe operaria que a vê como uma santa. Excelente interpretação de Ingrid Bergman. Para mim um dos melhores trabalhos de Rossellini.

22 de fevereiro de 2012

Filmes de Culto - High Noon (1952)

High Noon (1952) faz este ano o seu 60º aniversário e teve o nome em Portugal de O comboio apitou três vezes e no Brasil de Matar ou Morrer. O argumento foi escrito por Carl Foreman que se inspirou numa experiência da sua própria vida quando teve que declarar sozinho perante o comité de atividades anti americanas. Foi dirigido por Fred Zinnemann, que fez também From Here to Eternity (1953) ou A Man for All Seasons (1966).


A historia passa-se no oeste americano, numa pequena cidade chamada Hadleyville. O sheriff da cidade, Will Kane (Gary Cooper) acaba de casar com Amy (Grace Kelly) e preparam-se para sair da cidade. No entanto chega a noticia que Frank Miller, um homem que foi preso por Kane, chegará à cidade ao meio dia com o seu grupo para se vingar de Kane. O sheriff e a sua esposa são aconselhados pela população para fugir da cidade, mas após os primeiros kilometros Kane decide voltar para trás e enfrentar Miller, contudo ninguém da cidade está disposto a ajuda-lo.

Dou-lhe um 8/10, é engraçado que John Wayne achou que o filme era anti americano, enquanto na antiga União Soviética foi considerado como um exemplo do individuo americano. Mas na verdade é que o filme é um espelho da nossa sociedade cada vez mais individualista, egoísta e fria. Um western com pouca ação, mas com bastante tensão psicológico que vai aumentado ao aproximar-se a hora do confronto. Outro detalhe delicioso é que o filme desenrola-se em tempo real.

9 de fevereiro de 2012

Serenata à Chuva (1952) - Cantando na Chuva

Quem nunca cantou a musica Singin' in the Rain, numa noite de chuva com uns copos a mais. Eu sim. A imagem de Gene Kelly cantado à chuva é uma das mais famosas em todo o cinema, fazendo parte da cultura pop dos nossos dias. Quem não se lembra de Malcolm Mcdowell cantado a musica em Laranja Mecânica (1961). Singin' in the Rain (1952) foi dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly.

A historia passa-se em 1927 já no final do cinema mudo, onde Don Lockwood (Gene Kelly) e Lina Lamont (Jean Hagen) são duas estrelas da altura, os seus filmes são grandes sucessos de bilheteiras e até se fala que os dois têm um relacionamento, o que não existe na realidade. Mas quando chega o som ao cinema o panorama muda radicalmente, os dois têm dificuldade em adaptar-se aos novos tempos.

Dou-lhe um 7/10, embora não seja grande fã de musicais, devo dizer que gosto deste filme. É um filme bastante alegre e divertido, ideal para um domingo de tarde com chuva. Filme que tem os clichés habituais dos musicais, historia de amor, muita musica, coreografias e cores. É talvez o musical mais famoso da historia do cinema e é curiosamente um filme que aborda a mudança que ocorre quando chega o som à 7ªarte.

19 de janeiro de 2012

Filmes de Culto - Brincadeiras Proíbidas (1952)

Não é muito habitual que os filmes abordem a guerra pela visão das crianças. Jeux interdits (1952) faz este ano o seu 60º aniversário e mostra-nos a ocupação da França pela Alemanha de uma forma bem diferente. Foi dirigido por René Clément, um dos cineastas mais importantes do século passado em França, fez filmes como Três Dias de Amor (1950) ou O Sol por Testemunha (1959).

A historia passa-se durante a ocupação nazi em França. Um grupo de civis que tenta fugir são encurralados e atacados pela aviação alemã. Aí está Paulette, uma menina de cinco anos que perde aos seus pais e fica sozinha no meio do campo, então conhece a Michel um rapaz de 10 anos que a leva até casa. Os dois criam uma bonita amizade e vemos através na ingenuidade deles como se relacionam com a morte, religião e guerra.

Dou-lhe um 8/10, um filme muito bonito sobre a infância e a visão de duas crianças sobre o mundo que os rodeia. Argumento bastante emotivo mas que não caí no drama fácil. Venceu vários prémios, incluído o oscar para melhor filme estrangeiro e o Leão de ouro em Veneza. Um filme obrigatório para qualquer apreciador da 7ª arte.

16 de novembro de 2011

The Thing from Another World (1951) ou The Thing

60 anos quando The Thing (1951) estreou nos cinemas foi um sucesso nas bilheteiras, mas esse êxito não foi acompanhado pelas criticas que o acharam desinteressante. Contudo com o tempo o filme ganhou o estatuto de culto e teve direito a dois remakes e uma grande influencia nos filmes sobre extra-terrestres. Foi dirigido por Howard Hawks.

A historia passa-se no Polo Norte, onde se encontra uma base da força aérea norte americana. Os soldados daí, são enviado juntamente com uns cientistas para analisarem a queda de um objecto não identificado numa zona perto da base. Ao chegaram ao local entraram uma nave espacial e um extra-terrestre decidem traze-lo para a base para examina-lo.

Melhores Filmes de 1951

Dou-lhe um 7/10 é um filme bastante agradável para visualizar, obviamente tem uns efeitos especiais bastante rudimentares e o extra terrestre é bastante parecido com o Frankstein mas o argumento é interessante com várias cenas de suspense. Antes de ver qualquer remake é necessário ver o original.

25 de outubro de 2011

Diário de um Pároco de Aldeia (1951)

Faz este ano o seu 60º aniversário um dos filmes mais premiados de 1951, Journal d'un curé de campagne, filme francês dirigido por Robert Bresson que teve uma carreia recheada de filmes premiados nos festivais, contudo Diário de um Pároco de Aldeia (1951) foi o seu 1º e mais importante de todos. Foi baseado no best seller Georges Bernanos com o mesmo nome.

A historia é sobre um jovem padre que chega a uma pequena aldeia francesa e nota que a população é pouca católica e que as pessoas desconfiam dele. Tenta ajudar a única pessoa que vai a missa e envolve-se com a sua família. O padre encontra-se bastante doente e a sua única alimentação é vinho com pão e é criticado tanto por outros padres como pela população com o considera alcoólico.

Dou-lhe um 5/10, achei o filme bastante aborrecido, é lento e na minha perspectiva falta-lhe um pouco de vida. O argumento é interessante mas parece-me excessivo considera-lo um filme de culto. Ainda assim a sua influência é notória, tanto que Martin Scorsese's admitiu que este filme é um dos seus preferidos e que algumas frases de Taxi Driver (1976) foram influenciadas por este filme.

19 de outubro de 2011

Filmes de Culto - A Streetcar Named Desire (1951)

Este ano faz o seu 60º aniversário um dos filmes mais famosos da historia, Um Eléctrico Chamado Desejo em Portugal e Uma Rua Chamada Pecado no Brasil. Inspirado na peça de teatro de Tennessee Williams e levado ao cinema por Elia Kazan, um dos cineastas mais importantes do século passado, com filmes como Splendor in the Grass (1961), East of Eden (1955), On the Waterfront (1954) ou Viva Zapata! (1952).

A historia é sobre Blanche DuBois (Vivien Leigh) uma mulher de meia idade ainda atraente, que vai viver com a sua irmã (Kim Hunter) e cunhado (Marlon Brando) em New Orleans. Dubois embora seja um pessoa culta tem problemas de alcoolismo e vive num mundo criado por ela. A sua irmã tem medo que a chegada de Blanche possa alterar a sua relação matrimonial, pois o seu marido é bastante rude e bruto.

Melhores filmes de 1951

Dou-lhe um 8/10 é um filme memoravel, sobretudo pelas magnificas interpretações de Vivien Leigh e Marlon Brando que conseguem transmitir um realismo impressionante. Está também magnifico a forma como Elia Kazan transporta-nos para o claustrofóbico apartamento de Nova Orleans. Filme obrigatório para qualquer cinéfilo e que incrivelmente não ganhou o oscar para melhor, o vencedor foi Um Americano em Paris (1951).

11 de outubro de 2011

Pandora (1951) - Pandora and the Flying Dutchman

60 anos estreou o filme britânico Pandora and the Flying Dutchman (1951), na altura não obteve boas criticas, mas como acontece frequentemente no cinema, o tempo fez dele um filme de culto, considerando por muitos como um dos melhores de 1951. Foi dirigido por Albert Lewin e contou com Ava Gardner, que estava na altura a dar os seus primeiros passos no cinema.

A historia passa-se nos anos 30, numa pequena vila espanhola na costa mediterranea, onde começamos por ver uma praia com dois cadáveres, uma mulher (Ava Gardner) e um homem (James Mason). A seguir começamos a ouvir e a ver um narrador que conta a historia trágica de amor entre os dois.

Dou-lhe um 6/10, parece-me exagerado o valor que se dá a este filme. Tem um argumento inspirado numa lenda, e é uma historia romântica cheia de fantasia, que logo no principio nos revela o final. Gostei da fotografia e alguns detalhes técnicos, o argumento é interessante mas tem pouco mais.

1 de outubro de 2011

Filmes de Culto - O Grande Carnaval (1951)

60 anos atrás Billy Wilder já era um realizador conhecido com filmes como Double Indemnity (1944), The Lost Weekend (1945) ou Sunset Boulevard (1950) no seu curriculum. Só assim é que se entende que os estúdios de Hollywood tenham aceite que Wilder fizesse um filme tão amargo como Ace in the Hole (1951).

A historia é sobre Charles Tatum (Kirk Douglas) um jornalista que já foi dispensado de vários jornais por diferentes razões e sem dinheiro pede trabalho a um jornal local de Albuquerque no Novo México. A sua ideia é trabalhar aí durante dois meses e depois regressar a Nova Iorque, mas nunca lhe apareceu uma boa reportagem e Tatum desespera até que um dia sem querer se depara com um homem preso numa mina e esta é a sua grande oportunidade.

Melhores Filmes de 1951

Dou-lhe um 8/10, é um filme que passados 60 anos continua a ver atual. É uma critica aberta aos jornalistas, aos caçadores de desgraças e também a todos nós. Um argumento rico e uma atuação magnifica de Kirk Douglas. Quando o filme saiu não conseguiu uma boa bilheteira nem boas criticas pelos jornais mas ao longo dos anos o reconhecimento que estamos perante um filme de culto é consensual. Merece estar na minha lista de Melhores Filmes de Drama.

18 de agosto de 2011

Um Americano em Paris (1951)

Há precisamente 60 anos, An American in Paris (1951) foi o grande vencedor dos oscar's, com sete nomeações, venceu cinco. Ganhou o de melhor filme para Vincente Minnelli, que voltaria a ganhar uma estatueta com Gigi (1958). A estrela principal do filme foi Gene Kelly, que era nestes anos uma das principais figuras dos populares musicais.

A historia é sobre um ex soldado dos Estados Unidos que após o final da II Grande Guerra decide ficar em Paris e dedicar-se a pintar as ruas e vistas da cidade. Um dia conhece a uma compatriota sua com dinheiro que decide ajuda-lo financeiramente, contudo ela apaixona-se por ele, mas este está apaixonando por uma francesa.

Dou-lhe um 6/10, é um musical típico desses anos com muita musica, cor, alegria, coreografias, dança, uma historia de amor, etc. É curioso que o filme foi filmado em hollywood mas por vezes parece que estamos mesmo em Paris. É um filme que entretêm, embora não seja do meu estilo. Dizer que é o melhor filme de 1951, parece-me a mim, no mínimo exagero.

6 de agosto de 2011

The Lavender Hill Mob (1951) - Roubei um Milhão

Em 1951 estreou nos cinemas um dos filmes mais cómicos desse ano, The Lavender Hill Mob (1951), que faz agora 60 anos, que ganhou o oscar para melhor argumento original e Alec Guinness foi nomeado para melhor ator principal. O realizador foi Charles Crichton que teve uma longa carreira e fez filmes como Dead of Night (1945) ou A Fish Called Wanda (1988).

A historia é sobre Henry Holland (Alec Guinness), um simples banqueiro que trabalha no mesmo departamento há mais de 20 anos, ele todos os dias acompanha o transporte de uma carga de ouro desde a fabrica até ao banco. Um dia conhece a Alfred (Stanley Holloway) e consegue convencê-lo a fazerem um plano para roubarem um camião cheio de ouro.

Melhores Filmes de 1951

Dou-lhe um 7/10 é um filme divertido, original e com um bom argumento. Tem um desfecho imprevisível até ao ultimo segundo. Está repleto de situações engraçadas, algum humor negro e muito humor britânico. Como curiosidade vemos o personagem principal no inicio do filme no Brasil a dizer umas quantas palavras em português.

5 de maio de 2011

Um lugar ao Sol (1951) - A Place in the Sun

Faz 60 anos que estreou um dos filmes de culto de 1951, A Place in the Sun. Filme realizado por George Stevens, que fez também Giant (1956) ou Diary of Anne Frank (1959). Um Lugar ao Sol (1951) contou com Montgomery Clift e Elizabeth Taylor nos principais papeis. O filme recebeu 6 oscars e foi um sucesso de bilheteiras.

A historia é sobre George Eastman (Montgomery Clift), um jovem que decide ir trabalhar para a fabrica do seu tio. Ele tem vontade de triunfar e aos poucos começa a subir na empresa e a ganhar a confiança do seu tio. Contudo ele anda tem uma namorada que está gravida, mas apaixona-se por uma rapariga rica e tudo fica complicado.

Melhores Filmes de 1951

Dou-lhe um 7/10, tem um bom argumento e os dois atores principais estão bastante bem. Contudo a historia de amor entre os dois é bastante enjoativa, um pouco ridícula para os dias de hoje. Mas tirando isso gostei bastante da historia, sobretudo a luta interna de George.