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5 de janeiro de 2012

Nosferatu, o Vampiro (1922) de F. W. Murnau

O celebre romance de Bran Stoker, Dracula, já teve várias adaptações ao cinema mas o Nosferatu (1922) foi o primeiro a ser levado ao grande ecrã há precisamente 90 anos. Foi dirigido pelo talentoso cineasta alemão F. W. Murnau que é uma das figuras mais importantes do cinema mudo e expressionista, realizou obras como Fausto (1924) ou Tabu (1931). Curiosamente com Nosferatu (1922) teve problemas com a justiça, pois os herdeiros de Bram Stoker acusaram-no de violação de direitos de autor.

A historia passa-se em 1838, onde um agente imobiliário faz uma viagem da Alemanha até ao Mar Báltico para tentar vender uma propriedade ao excêntrico Conde Orlock, este é um vampiro com mais de mil anos de existência. O conde decide mudar-se para a Alemanha e aí espalha o terror entre a população local.

Dou-lhe um 6/10, a influencia que este filme teve no cinema de terror foi imensa. O vampiro interpretado por Max Schreck tem uma atuação brilhante, muitas das cenas protagonizadas pelos ator fazem parte da cultura cinematografica. Só pela sua interpretação já merece a pena ver este filme, contudo há vários momentos aborrecidos e os restantes atores estão bem abaixo de Max.

5 de março de 2011

90 Anos de O Carro Fantasma

Em 1921 estreia um dos filmes mais influentes do cinema, Körkarlen, ou em português O Carro Fantasma. Filme sueco realizado por Victor Sjöström (actor, realizador e argumentista) que conseguiu ter um enorme sucesso mundial por este trabalho. Kubrick seguramente viu este filme, pois em The Shinning, a cena onde Jack tenta alcançar a sua família com um machado é extremamente parecida com uma cena em Körkarlen.

A historia passa-se na Suécia, onde David, um bêbado irresponsável e com bastante mau génio, encontra-se com uns amigos à espera da meia noite para a passagem do ano. Uns segundos antes das doce badaladas há uma discussão e David é assassinado. É então que conhece a morte e esta faz-lhe ver todas as maldades que ele cometeu ao longo da vida.

Realizada em uma serie de duplas exposições simples e meticulosamente organizada, que certamente exigiram muito tempo, o realizador e o fotografo criaram uma ilusão tridimensional de um mundo fantasma, que nunca se havia visto no cinema. Ainda mais importante foi a inovadora narração da historia cheia de flash backs que conduziram este relato de pobreza e degradação numa excelência poética.

Dou-lhe um 7/10 é uma obra de arte que ficará sempre na historia pela sua enorme influência nesta arte. Além de todas as inovações técnicas fala de problemas sociais e sobretudo espirituais. Recomendo só para quem gosta mesmo de cinema e consegue ver um filme mudo com camaras estáticas.

15 de janeiro de 2010

The General (1927) - A General de Buster Keaton

Estive uns dias de ferias natalicias na casa dos meus pais e encontrei uma colecção de classicos de cinema, entre eles estava o mitico filme com Buster Keaton de 1927 A General realizada por Clyde Bruckman e Buster Keaton. Um dos filmes mais famosos da era do cinema mudo, uma comédia que na altura que estreou teve más criticas mas que ao longo dos tempos ganhou o estatuto de obra prima.

A historia é sobre Johnnie (Buster Keaton) que tem dois amores, uma é sua locomotiva (a General) e a outra é a sua namorada. Quando se dá a guerra civil ele tenta alistar-se mas não é aceite devido à sua utilidade como condutor de locomotivas. Contudo a sua namorada pensa que ele é um cobarde. Mais tarde tanto a sua namorada como a locomotiva são raptadas pelo exercito inimigo e Johnnie decide aventura-se pelas linhas inimigas em busca dos seus dois amores.

Melhores Filmes de Comédia

Se é difícil fazer humor, mais difícil é fazer humor sem palavras e Keaton utiliza uma linguagem corporal espontânea e divertida. Para um filme tão antigo é de salientar a excelente montagem produzida, o equilíbrio fotográfico conseguido, o cuidado que houve com o guarda-roupas e o realismo que Keaton quer dar ao filme não se importando de gastar uns milhares de dólares ao deixar cair uma locomotiva ao rio.

Dou-lhe um 7/10 e até fiquei surpreendido pela qualidade apresentada de um filme dos anos 20, embora o argumento não seja nada de especial e alguns actores representam numa forma muito exagerada as suas emoções (típico no cinema mudo), os pormenores técnicos são deliciosos assim como a personagem de Buster que é bastante divertido.